Em tempos de quarentena e isolamento, a plataforma de vídeos corporativa Zoom, muito útil para empresas que fazem reuniões por vídeo à distância, tem servido de alívio pra muitas pessoas…  não necessariamente pra trabalharem, mas se divertirem.

Foi noticiado recentemente em vários sites da mídia que o Zoom havia se tornado uma alternativa para  festas virtuais de sexo onde, em salas privadas, várias pessoas estavam curtindo a vida adoidado, mas virtualmente e dentro da segurança de suas casas em tempos de coronavírus.

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Mas ao que tudo indica, a diversão já tem hora pra acabar. O Zoom se manifestou simplesmente condenando pessoas por serem normais e terem desejos sexuais e afirmando que tomará providências para evitar que isso continue acontecendo.

O porta-voz alertou que a empresa tomaria ações contra usuários que promovam, ainda que de maneira privada, atividades consideradas indecentes e obscenas.

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Desta forma, Zoom se junta a Patreon, Tumblr, Facebook e Instagram, todas plataformas conhecidas pelo mesmo grau de censura e repugnância com qualquer conteúdo minimamente adulto quanto a sua tia avó crente.

E fica a pergunta: afinal de contas, por que restringir conteúdo adulto a adultos que não estão prejudicando ou machucando ninguém?

Um executivo informou à imprensa que, ao invés de permitir que as pessoas usem uma plataforma de vídeo para o que quiserem (digamos, FaceTime ou Whatsapp), o Zoom – claramente se mostra desesperado para preservar uma reputação específica entre os investidores etc.

Vale lembrar que a empresa foi recentemente criticada por falhas de segurança no aplicativo. Com isso, parece que eles pouco se preocupam…

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).