Em entrevista ao IBahia, a atriz Vitória Strada falou sobre o processo de autoaceitação de sua sexualidade. A protagonista de Salve-se Quem Puder revelou que em nenhum momento hesitou em tornar a relação pública. Vitória revelou que a relação com Marcella surgiu de uma amizade e “tirou tudo do lugar”.

“Até então, eu só tinha me apaixonado por homens. Consequentemente, era isso que eu achava que fosse acontecer. Então, foi inesperado, mas não difícil. Se eu tivesse tido preconceito comigo mesma, teria sido mais complicado. Mas eu sempre fui muito de me observar, me analisar, dar um passo de cada vez para ser justa comigo e com o universo. Quando eu percebi que estava despertando esse sentimento em mim, a primeira coisa que fiz foi acolher, e não rejeitar. A partir daí as coisas foram fluindo naturalmente. Eu não virei outra pessoa, continuo a mesma. Apenas estou num relacionamento”

Vitória Strada fala sobre razões para assumir relação com Marcella Rica: "quero construir uma história"
Vitória Strada fala sobre razões para assumir relação com Marcella Rica: “quero construir uma história”

Para a atriz, o gênero pouco importou quando ela pensou em falar abertamente sobre a relação. “O que me fez assumir esse namoro com uma mulher foi a mesma coisa que determinaria eu assumi-lo com um homem. Se eu tinha certeza que era com ela que eu queria construir uma história, por que não falar? Marcella não era só uma ficante. Da amizade, nasceu um amor.”

Hoje Vitória Strada conversa abertamente com seus seguidores sobre bissexualidade e diz que é muito bem recebida por eles. “Sou muito bem recebida, no geral. Foi até uma coisa que me surpreendeu positivamente, porque ainda há um longo caminho a ser percorrido em relação à homofobia no Brasil. Ainda somos o país que mais mata LGBTQIA+ no mundo. E acho que com homens (gays) esse ataque é muito mais pesado. A gente sabe que muitos héteros sexualizam duas mulheres bonitas juntas”, declarou atriz.

O jeito transparente não faz com que Vitoria escape de perguntas constrangedoras e até mesmo preconceituosas. “Já me questionaram se eu não sentia falta de homem. E eu respondi na boa. A pergunta, em si, não foi agressiva. Agora, quando vêm com grosseria, passo batido. Trato como “spam”. Sabe aquela mensagem que o próprio servidor já reconhece como desnecessária? É isso” aponta Vitória Strada.