VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Produzido pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em parceria com a Antra (Associação Nacional de Transsexuais e Travestis) e a ABGLT  (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos), o aplicativo Dandarah mapeia as zonas de risco para a população LGBTI+.

Além do mapa, a iniciativa busca criar um ambiente que os usuários poderão acionar ajuda durante emergências. O lançamento ocorreu em 2018 e atualmente conta com mais de 5 mil cadastros. Está disponível, por enquanto, apenas para aparelhos Android.

O aplicativo passou por testes com cerca de 130 pessoas LGBTs em cidades como Aracaju (SE), Uberlândia (MG), Brasília (DF), Belém (PA), Niterói (RJ), Salvador (BA), Francisco Morato (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

Ainda faltam algumas melhorias, mas a especialista em saúde digital e pesquisadora da Fiocruz,  Angélica Baptista Silva, garante que elas estão sendo estudadas e logo estarão disponíveis ao público. “A gente arriscou lançar a plataforma sem a funcionalidade completamente desenvolvida porque a gente tinha prazos de projeto e a gente precisava cumprir com eles”, informa.

Entre as opções do aplicativo, está a de “informar violência”, em que qualquer pessoa, não necessariamente somente aquelas pertencentes a comunidade, podem informar o local em que houve algum caso de LGBTfobia, além do grau da violência. 

Outra função é o “botão do pânico”, acionado quando o usuário estiver envolvido em alguma situação e precisar de ajuda imediata. O dispositivo envia uma mensagem de socorro automática para até cinco pessoas de confiança cadastradas no sistema. Os contatos de emergência recebem a localização da vítima, os telefones da Polícia Militar, dos serviços de resgate e o endereço da delegacia mais próxima.

Dandara – Dandara Kethlen, de 42 anos, foi assassinada em 2017 em Fortaleza, Ceará. Dandara levou chutes, pauladas e foi espancada até ser morta a tiros em plena luz do dia. O brutal assassinato chocou o Brasil e teve repercussão internacional, gerando um debate sobre a situação das pessoas LGBTI+, especificamente as pertencentes a comunidade trans, no país. Seu nome virou símbolo de luta e resistência, e agora foi dado ao aplicativo que vem para evitar outros casos de LGBTfobia.

Matéria feita com informações do site HuffPost Brasil.