Muito criticada na época das eleições pela demora em aderir a campanha #EleNao até que Daniela Mercury deu uma intimada, Anitta parece ter perdido o receio de se posicionar politicamente publicamente.

Em entrevista à Agência EFE, a cantora – que acaba de lançar o álbum Kisses – deu sua opinião sobre o presidente do Brasil, afirmando preocupação pelo que ele representa e acaba inevitavelmente incentivando ao ser alçado ao posto máximo da nação.

“Se temos um representante que expressa abertamente opiniões más sobre diferentes tipos de pessoas, de amor, de feminismo, isso faz com que as pessoas sintam que é normal ter preconceito”, disse Anitta.

Não é novidade que Bolsonaro incentive preconceitos dos mais variados tipos. Antes de ser presidente, por 27 anos como um deputado de baixo clero completamente insignificante na política nacional, ele acabou sendo alçado à fama principalmente por vociferar absurdos contra grupos minoritários, como LGBTs, negros, índios e mulheres.

Nos últimos quatro anos, viu sua popularidade crescer ao mirar seu ódio costumeiro, desta vez no PT, conquistando assim a confiança de maior parte dos brasileiros antipetistas, que não pensaram em capacidade, inteligência ou experiência para chefiar o Brasil, mas apenas no ódio (justificado ou não) a um partido.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Dentre os discursos de ódio já ditos publicamente (não é possível chamar de “opinião” algo que prejudica e inferioriza o outro, na realidade deveriam ser “crime” mesmo) por Bolsonaro, estão frases como “Filho gay é falta de porrada”, “Se eu ver dois gays na rua, vou bater”, “Vizinho gay desvaloriza imóvel”, “Homossexual ninguém gosta, tolera!”, “Eu não empregaria mulher com mesmo salário pois engravida”, “Meu filho não se casaria com uma negra pois foi bem educado”, além de medir peso de quilombolas em arrobas (medida usada para animais) e dizer que estes não servem nem pra procriar.

E antes que algum bolsominion tente justificar: Não, não há contexto justificável para qualquer uma das afirmações. Vale lembrar ainda que Bolsonaro também nunca reconheceu ter errado ou estar arrependido de qualquer um dos absurdos proferidos.

Se quiser comprovar e tiver estômago, assista algumas das frases nos vídeos abaixo:

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).