Já está disponível na Netflix  o documentário sobre a polêmica morte de Marsha P. Johnson, uma drag queen, negra, trans e pioneira no ativismo pelos direitos da comunidade LGBT.

Marsha foi uma das personalidades que impulsionaram a Revolta de Stonewall em 28 junho de 1969, evento que deu origem ao Dia do Orgulho LGBT.

Marsha P. Johnson

Ao lado de Sylvia Rivera, outra grande ativista trans da história do movimento LGBT, Marsha fundou em 1970 a S.T.A.R House (Brigada Revolucionária das Travestis de Rua), um espaço de acolhimento para jovens trans em situação de risco. Em julho de 1992, ela foi encontrada morta no rio Hudson, em Nova York.  Na época, a polícia concluiu que o caso se tratava de um suicídio, fato que nunca foi aceito pelos amigos e conhecidos de Marsha.

Agora o documentário mostra a ativista Victoria Cruz, fundadora do NYC Anti-Violence Project, revendo o legado de Johnson e como se tornou uma espécie de detetive tentando descobrir o que de fato aconteceu e os mistérios que rondam a morte da amiga. O diretor David France a acompanha entrevistando ex-policiais e seguindo pistas que indicam discriminação, uso de força e indiferença por parte da polícia.

Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera durante os protestos de Nova York

O filme é uma homenagem não apenas à Marsha, mas também a tantas outras pessoas mundo afora que lutam incansavelmente por seus direitos, por igualdade e respeito. Ele joga luz em uma história mal contada, um caso mal resolvido e que esconde abuso. Faz mais de 20 anos que ela morreu, mas sua história de vida ainda, e infelizmente, é tão atual.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Veja o trailer: