A estrela não-binárie do pop Sam Smith falou em entrevista ao Hits 1 do SiriusXM, sobre ser uma figura afeminada e com grande projeção: “Estou adorando, quero dizer, tenho medo todos os dias. Sendo meu eu feminino neste mundo em que estamos ainda é ser alvo de homofobia e sexismo.”

O assunto surgiu por conta da apresentação de Sam Smith com Normani (ex-Fifthy Harmony) no Jingle Bell Ball da cidade de Nova York, onde Sam surgiu em uma blusa e calça rosa texturizadas.

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“Ser feminino assim na maneira como me movo, danço e sou, às vezes parece assustador, mas vale a pena”, disse Smith, revelando que estavam nervosos em lançar seu último videoclipe de ‘How Do You Sleep’ – que foi visto mais de 170 milhões de vezes nos últimos quatro meses.

“Eu me senti muito vulnerável ao fazê-lo, mas agora estou me sentindo muito bem, mais alegre e livre, ainda que vulnerável”, disse.

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“Sempre fui assim quando estava no clube, com amigos, com pessoas com quem me sinto seguro, mas mostrar ao mundo é uma coisa diferente e finalmente me senti seguro o suficiente para fazê-lo.”

2019 foi um grande ano para Smith, que anunciou em setembro que preferiria usar pronomes neutros para que se referissem a elu, uma vez que se considera não-binárie.

Elu explicou na época: “Estou muito empolgade e privilegiade por estar com pessoas que me apoiam nessa decisão, mas também me preocupa anunciar isso porque ainda me pergunto sobre o que as pessoas pensam, mas foda-se!”.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).