O cantor britânico Sam Smith  revelou que o processo de criação de um de seus maiores sucessos, Dancing With A Stranger, o fez se entender como uma pessoa não-binária.

Smith, 27 anos, disse que fez Dancing With A Stranger após um término, quando queria escrever uma música sobre liberdade em vez de mais uma balada triste sobre fim de relacionamento.

“Eu estava curtindo músicas mais sexy porque me faziam sentir melhor, então eu queria que a música capturasse aquilo que estava vivendo no momento: indo a boates e beijando pessoas”.

Ele acrescentou: “Essa música me colocou em um espaço realmente lindo de escrita e liberdade. Há uma feminilidade dentro dessa música que acendeu uma chama dentro de mim; desencadeou a transição que fiz para uma pessoa não-binária.”

“Quando vi as palavras ‘não binário’, li sobre isso e vi essas pessoas falando, me liguei: “C*ralho, sou eu!”, disse Sam, que saiu do armário como não-binário em março deste ano.

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Quando o entrevistador pediu que ele definissem o que isso significava pra ele, Sam respondeu: “Gênero não-binário significa que você não se identifica necessariamente em um gênero específico, como homem ou mulher estritamente. Você é uma mistura de coisas diferentes, você é sua própria criação especial. É assim que eu entendo. Não sou homem e nem mulher, acho que fluo em algum lugar. Está tudo no espectro.”

Smith recebeu apoio da comunidade não-binária por trazer o assunto ao debate público. Ele afirmou que espera que suas falas sobre o assunto ajudem a trazer maior conscientização e entendimento sobre pessoas não-binárias.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).