O filme Rafiki, proibido no Quênia pelo enredo ser um drama lésbico, acaba de se tornar o mais visto da última semana no país, já sendo a segunda maior bilheteria da história do país.

No Quênia, homossexualidade ainda é crime pode ser punida com até 14 anos de prisão.

Com o veto inicial à exibição imposto pela censura do país, a diretora do filme, Wanuri Kahiu, recorreu a suprema corte do país para garantir a exibição. Sua intenção era garantir que o filme pudesse ser exibido no Quênia ao menos durante uma semana, pois só com pelo menos 7 dias de exibição em seu país de origem, um filme pode concorrer em uma vaga no Oscar.

Em Setembro a suprema corte do país julgou a proibição improcedente. Foi quando, com toda polêmica e a obra liberada, toda população correu para os cinemas para assistir.

Cena do drama lésbico Rafiki.

Rafiki bateu até filmes hollywoodianos como The Nun e Night School sendo exibidos na mesma semana.

“Muito obrigado a todos que foram assistir ao filme. Obrigado por prestigiarem o cinema queniano conosco! Estamos muito agradecidos. Voltamos agora a corte pelo nosso direito de liberdade de expressão”, disse a diretora.

“O sucesso do filme prova que há um mercado forte para Rafiki no Quênia e outros países além do continente africano. Queremos mostrar que há qualidade e viabilidade nas nossas produções”, afirmou o produtor do longa, Steven Markovitz.

Rafiki também se tornou o primeiro filme queniano a ser exibido no Festival de Cannes. Ele conta a história de duas garotas que – ignorando a rivalidade política de suas famílias – mantém sua forte amizade e acabam se apaixonando.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).