Em entrevista à BBC News, o cantor Ney Matogrosso falou sobre as críticas que recebe em relação a sua falta de protagonismo no movimento LGBTQ+. Ele afirmou que ninguém “pode me cobrar isso”, pois ele é a própria bandeira.

“Olha, primeiro que ninguém pode me cobrar isso. Eles dizem que eu não carrego a bandeira. A bandeira sou eu. Ou não sou? Eu sou a bandeira, eu não preciso carregar uma. A minha maneira de pensar, de me comunicar, de me apresentar. Eu sou a bandeira. Parem de me cobrar isso porque isso não tem fundamento”, disse.

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Para ele, o “ser gay”, no Brasil, está ligado a uma fonte de renda. “Quando falo isso da coisa capitalista, eu digo que as paradas gays – na verdade, não é nem as paradas gays, mas a aceitação maior dos gays no país – e agora há um retrocesso nisso também -, mas era assim. Gay é fonte de renda, é uma coisa internacional que se aponta para o Brasil, que sempre foi uma meca. Eu morei no Rio de Janeiro na década de 1950 e já era meca. No verão, gays do mundo inteiro se dirigiam para o Rio de Janeiro”, explicou ele.

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Na mesma entrevista, Ney chegou a criticar a fase de retrocesso que o país vive devido ao atual governo. “Temos um presidente que acha que pode determinar a sexualidade das pessoas. Isso é uma tolice, porque não adianta querer reprimir. As pessoas continuarão nascendo. E isso não é uma questão de opção, isso você não escolhe ser – a não ser que ele ache um meio de determinar os que vão nascer e os que não vão nascer. Fora isso, não tem como controlar isso”, ressaltou o artista.