A cantora Pabllo Vittar foi eleita pela revista norte-americana Time uma das 10 “líderes da próxima geração”. A matéria coloca a artista como uma “drag queen brasileira que está fazendo uma tempestade no mundo pop” e que está “lutando pelos direitos LGBTQ pelo caminho”.

“Não é só a arte do drag, ser artista LGBTQ, a gente tem uma causa social muito grande e importante por trás, pra mostrar pra essas novas gerações que elas podem, sim, ter voz ativa e fazerem o que elas quiserem”, declarou Pabllo sobre a pauta que tem ganhado cada vez mais importância no país. Ainda assim, a revista destacou os alarmantes números de violência do ano passado, quando foram mortes 422 pessoas no Brasil.

A reportagem também aborda o alto índice de violência contra a população LGBTQ, que teve 420 pessoas assassinadas em 2018. A revista ainda destaca a morte da vereadora Marielle Franco e a saída de Jean Wyllis do Brasil para apontar o clima de insegurança que a população LGBTQ está exposta. Também sobraram críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) por seus comentários homofóbicos.

Pabllo também não deixou de se posicionar. “Às vezes, sinto muita vergonha de ser brasileira por causa desse presidente. As pessoas estão morrendo. As pessoas estão tendo suas casas e direitos retirados”. Completando que “no Brasil, ser artista LGBTQ é matar um leão a cada dia. Todo dia você tem que se provar que pode e mostrar pras outras pessoas isso”, afirmou.

“Cada vez o clima fica mais tenso no Brasil. Eu não sei o que acontece. Todos os dias eu peço a Deus proteção pra mim, pra minha família, pros meus amigos e pros meus fãs que têm que sair na rua e trabalhar e se submeter a esse tipo de risco. Porque pra mim isso é um risco. No Brasil, ser artista LGBTQ é matar um leão a cada dia. Todo dia você tem que se provar que pode e mostrar pras outras pessoas isso,” completou.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Sobre a carreira na música, Pabllo afirmou à Time que tem grandes sonhos. “Quero continuar indo em lugares que ainda não fui, que precisam dessa mensagem, desse brilho, desse conforto. Continuar fazendo minha música, levando essa mensagem e, quem sabe, até ganhar um Grammy”, concluiu.