O novo desenho da Warner, “Superman: Entre a Foice e o Martelo”, que adapta a história de 2003 escrita por Mark Millar, mostra uma versão do herói que pousou na União Soviética ao invés de aterrissar nos Estados Unidos.

Os quadrinhos realizaram diversas alterações nas personalidades dos super-heróis e a animação segue essa mesma linha, com atualizações de algumas características e discursos, para se encaixarem melhor no contexto atual. Uma dessas mudanças foi deixar o enredo com maior diversidade, ao tornar a Mulher-Maravilha abertamente lésbica.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

A revelação de Diana ocorre em  uma cena ao lado de Clark Kent, quando o Filho de Krypton assume o poder e convida a heroína para visitar a Rússia, em uma tentativa de criar parcerias ao país. Eles dançam juntos e quando o herói parte para um beijo, Diana o para. 

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O kryptoniano se desculpa e a princesa das Amazonas afirma não haver nada a desculpar, mas que “venho de uma ilha apenas com mulheres…se é que me entende” (o momento ocorre por volta do minuto 31). No quadrinho original fica apenas insinuado a bissexualidade de Diana.

Além do Superman comunista e da Mulher-Maravilha lésbica, a animação também retrata um Batman assassino e Jimmy Olsen, agente do governo de Lex Luthor, como um homem negro.

O interesse da princesa das Amazonas por mulheres não é novidade para os fãs da heroína. Em 2016, o roteirista dos novos quadrinhos da Mulher-Maravilha afirmou que “a ideia é que a ilha seja uma espécie de paraíso, onde as mulheres são felizes. Elas têm que ter a possibilidade de ter relacionamentos românticos e sexuais. E as únicas opções são outras mulheres”.

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“Superman: Entre a Foice e o Martelo” está disponível desde 25 de fevereiro de 2020. O filme sai em DVD e Blu-Ray em 17 de março, sem previsão de lançamento no Brasil.