Sam Smith revelou que notou mais homofobia e sexismo da indústria da música após sair do armário como uma pessoa não binária. 

Em entrevista ao Hits 1 do SiriusXM, o cantor e compositor britânico explicou: “Estou adorando esta nova fase e descoberta. É verdade que sinto medo todos os dias sendo meu eu feminino neste mundo em que estamos, quero dizer, a indústria da música pode ser um pouco homofóbica e um tanto sexista.”

Sam revelou que executivos estavam relutantes em lançar o videoclipe de seu hino dance pop, How Do You Sleep, que mostra o artista realizando coreografias em um par de sapatos de salto alto e movimentos “femininos”.

“Sendo feminina assim na maneira como me movo, danço e sou, às vezes parece bastante assustador, mas vale a pena”, disse o artista.

“Eu me senti muito vulnerável ao fazê-lo, mas agora estou vendo que esse é o melhor jeito de se estar pra mim. Me sinto mais alegre mesmo estando mais vulnerável assim.”

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

E acrescentou: “Eu sempre fui assim quando estava no clube, com amigos, com pessoas com quem me sinto seguro, mas mostrar ao mundo é uma coisa diferente e finalmente me senti seguro o suficiente para fazê-lo profissionalmente”.

Em setembro,  Sam anunciou que deseja usar os pronomes “eles” (they) ao invés de “ele” ou “ela” (him/her), o que é uma barreira e tanto fora do idioma inglês, principalmente em uma língua binária e sexista que impõe gêneros a tudo como é o português.

“Depois de uma vida inteira em guerra com meu gênero, decidi me abraçar por quem eu sou, por dentro e por fora”, disse.

Sam conta que “ainda não se sente em um estágio eloquente para falar sobre o que significa ser não-binário”, mas que quer se abrir a isso e aprender, apontando ativistas como Munroe Bergdorf e Travis Alabanza como inspiração.

Avatar
Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).