A rapper americana Nicki Minaj está sendo problematizada na Internet por alguns fãs LGBTs por conta da letra de uma das músicas de seu novo álbum, Queen, que foi considerada por muitos como homofóbica e ofensiva.

A música Barbie Dreams, que fala sobre vários homens que ela já rejeitou e cita nomes como Drake, 50 Cent e DJ Khaled, em determinado momento fala do rapper Young Thug, afirmando que não continuo um relacionamento com ele porque ele curtia usar vestidos.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

“Costumava transar com Young Thug / Não acredito que tô falando disso / Roubando meus vestidos e merda / Eu costumava dar pra esse nigga”.

Pra quem não sabe, a expressão “nigga” ou “nigger” em inglês é considerada ofensiva quando usada para se referir a uma pessoa negra.

Outra polêmica veio da música “Majesty”, que conta com artistas em colaboração como Eminem e Labirinth.

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Na letra, Nicki canta: “Quem quer com Nicki agora? / Eu fumo como hippies agora / eles me veem dizendo ‘Yippie’ agora / home runnin ‘como Griffey agora / eles mudam como bichonas agora / você não é como se fosse agora. ”

Na Internet, muitos criticaram a cantora por usar a expressão “sissies” em inglês, que em português equivaleria a “bichona”, “bicha louca”. No Twitter, por exemplo, um usuário mandou a cantora na reply: “Meu bem, a comunidade LGBT forma sua fanbase e te levou até onde você está. Homofobia em 2018? Inacreditável!”.

O mesmo usuário postou em seguida: “Equanto você canta estas letras, há algum jovem gay por aí ouvindo nelas as mesmas ofensas que recebe de homofóbicos por aí, se perguntando se até seu ídolo agora está contra ele.”

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que Nicki é acusada de homofobia. A primeira vez foi em 2008 pela letra da música Dead Wrong onde ela usa a palavra “faggots” ou “viado” ao cantar um verso que diz: “Primeiro te amam e depois te trocam / Sim, aí eles trocam por um viado.”

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Mesmo problematizada e criticada, té o momento, a cantora não se pronunciou sobre as letras.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).