A rapper Nicki Minaj anunciou ontem (9) que não irá mais se apresentar no Jeddah World Fest, na Arábia Saudita, no próximo dia 18, como uma forma de apoio aos direitos das mulheres e da comunidade  LGBTQ+.

“Depois de uma cuidadosa reflexão, decidi não avançar mais com o meu show agendado em Jeddah World Fest”, disse ela em comunicado à Associated Press.

Ela acrescentou que queria “nada mais do que trazer meu show para os fãs da Arábia Saudita”. Ela falou que chegou à decisão, no entanto, depois de “me educar melhor sobre as questões”.

“Acredito que é importante deixar claro meu apoio aos direitos das mulheres, à comunidade LGBT e à liberdade de expressão”, concluiu.

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A Human Rights Foundation, que anteriormente apelou para Minaj e outros artistas do festival, como Liam Payne, para cancelarem seus shows, elogiou a decisão da cantora.

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“É assim que uma liderança age”, disse o presidente Thor Halvorssen. “Somos gratos a Nicki Minaj por sua decisão inspirada e ponderada de rejeitar a tentativa transparente do regime saudita de usá-la para uma ação de relações públicas”, disse.

Halvorssen acrescentou que a Fundação espera que Payne, ex-vocalista do One Direction, tome a mesma decisão.

Ele também relembrou de outros artistas que se apresentaram no país, como Jennifer Lopez e Mariah Carey, criticando as apresentações como uma forma de “encher seus bolsos com milhões de dólares e ficar com governos ditatoriais em oposição a comunidades oprimidas e ativistas de direitos humanos”.

Esta não é a primeira vez que ativistas LGBTQ+ criticam a rapper e pedem mudanças.

Várias figuras, incluindo Jonathan Van Ness, do Queer Eye, criticaram Nicki por aparecer na capa da Harper’s BAZAAR Rússia no ano passado. Embora ele justificasse sua crítica destacando as políticas anti-LGBTQ+ da Rússia, muitos também a criticaram por demonstrar falta de apoio às demais causas.

A Arábia Saudita é um dos muitos países onde a homossexualidade ainda é ilegal e pode ser punida com a morte. Em abril, o país teve sua maior execução em massa da sua história. Trinta e sete pessoas foram decapitadas, cinco delas eram homens gays.