Na última segunda-feira (21), Nego do Borel falou sobre duas polêmicas que marcaram sua carreira em relação à comunidade LGBT, durante entrevista ao site do Jornal Extra.

Uma delas, foi sobre o videoclipe “Se Joga”, em que o cantor foi bastante criticado e acusado nas redes sociais de querer se promover em cima da causa LGBT, mas, no entanto, acabou sendo indicado ao Grammy Latino. “É bem especial, porque fui eu que idealizei tudo. Criei a música, pensei no roteiro do clipe… Nunca imaginei obter reconhecimento internacional”, afirmou.

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Em seguida, o artista relembrou o episódio com Luisa Marilac, mulher transexual que foi chamada de “gato” por ele, após um comentário no Instagram, gerando uma enorme comoção e revolta em LGBTs, que saíram em defesa da influenciadora.

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“Fui infeliz. Quis ser engraçado e errei. Mas aprendi muito. Hoje, sei que o que falo tem muito peso, preciso ter cuidado. Fui a São Paulo, e a gente fez as pazes. Ela me falou: ‘Nego, você é gente boa, fica tranquilo” disse o cantor ao relembrar o episódio.

E continuou: “Entendi o posicionamento da Luisa. A comunidade LGBTQI+ luta muito para normalizar o olhar sobre ela, muitos morreram e ainda morrem por causa do preconceito. Aprendi a lição: não se brinca com isso, e ninguém é obrigado a entender as minhas brincadeiras”, completou.

Para finalizar, o cantor diz que acredita ter sido “vítima” na polêmica. “Cheguei a chorar de tristeza. Pessoas me atacaram e me julgaram preconceituoso, coisa que eu não sou. Nem posso ser! Sou de família negra, pobre e favelada. Já sofri muito preconceito na vida, sei bem o que é isso. Acho que fui mais vítima… Todo mundo merece uma segunda chance. Eu me arrependi, mas muita gente continua me atacando. Se aproveitam da situação para tripudiar em cima de mim”, encerrou.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).