Mauro Sousa, filho de Maurício de Sousa, usou suas redes sociais na tarde desta quinta-feira (17) pra desabafar sobre as mensagens homofóbicas que tem recebido desde que começou a abordar assuntos LGBTs.

Na carta aberta publicada em seu instagram, ele conta que tem recebido diariamente “dezenas de mensagens homofóbicas” e não esconde que isso, muitas vezes, o deixa abalado.

Há os preconceituosos indiretos, que se disfarçam de bem-intencionados com o discurso do ‘É inadequado’ ou do ‘Não é natural’, e há os bem diretos, desejando que eu ‘apanhe de arame farpado’. E não há pior, todos são intencionalmente cruéis – essa normalização da hostilidade me assusta demais. E como são escritos diretamente pra mim, querendo o meu mal, eu minto se disser que não me machuco sozinho“, conta ele.

Na publicação ele também revela que o carinho que recebe dos seus seguidores é o que o ajuda a se sentir acolhido e tem sido fonte de forças pra continuar lutando pelo que acredita: “vocês me reconfortam e me mantêm na trilha. E isso é bom

Mauro finaliza o texto reforçando que muitos LGBTS não tem a sorte que ele tem de ter pessoas que o ajudam e pede por mais empatia e cuidado dentro da própria comunidade LGBT:

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Da mesma forma que vocês me ajudam, também se atentem às pessoas ao redor. Em especial, aos LGBTs ao seu redor. Sejam adultos ou crianças, eles podem estar precisando de um ombro amigo. E todos nós, mais do que nunca, estamos precisando nos dar as mãos e não soltar mais“.

Leia aqui o desabafo na íntegra:

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Este texto pode parecer sobre mim, mas não é. O caso é comigo, mas o foco não sou eu. Este texto é, principalmente, um pedido de ajuda (ou um grito de socorro) e ele não vem à toa. A vontade de escreve-lo apareceu por conta das dezenas de mensagens homofóbicas que recebo todos os dias por eu abordar o assunto LGBT, seja na minha vida pessoal ou no trabalho. E elas são muitas. Muitas mesmo. Há os preconceituosos indiretos, que se disfarçam de bem-intencionados com o discurso do ”É inadequado” ou do “Não é natural”, e há os bem diretos, desejando que eu “apanhe de arame farpado”. E não há pior, todos são intencionalmente cruéis – essa normalização da hostilidade me assusta demais. E como são escritos diretamente pra mim, querendo o meu mal, eu minto se disser que não me machuco sozinho. Meu primeiro impulso é recuar e apenas observar a barbárie acontecendo enquanto fico ali, perplexo, no meu “ensaio sobre a cegueira”. Mas eu tenho um escape, eu tenho o meu truque: eu posso escrever. Não que a intenção seja transformar minha rede social em um diário aberto ou um muro de lamentações (muito pelo contrário), mas é aqui que vou ser lido e acolhido por vocês, meus seguidores. Mesmo que virtualmente, vocês me reconfortam e me mantêm na trilha. E isso é bom. Mas como eu disse, este texto não é sobre mim. Este texto é sobre os milhares de LGBTs por aí que não podem escrever, que sofrem calados, que morrem espancados na sarjeta como se fossem ratos. Se eu, com todo o suporte que tenho, sou atacado e ainda me abalo, imaginem a grande maioria desamparada que não têm ninguém? Então, seguidores, o meu pedido é que, da mesma forma que vocês me ajudam, também se atentem às pessoas ao redor. Em especial, aos LGBTs ao seu redor. Sejam adultos ou crianças, eles podem estar precisando de um ombro amigo. E todos nós, mais do que nunca, estamos precisando nos dar as mãos e não soltar mais. ✏️: na ilustração da minha irmã @marinatakeda , estamos eu, ela e meu irmão @maurisousa_ , abraçados, protegidos, fortalecidos, como sempre estivemos e como todos devemos estar. #maisamor

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