Embora a LGBTQfobia seja crime e estejamos vivendo em pleno 2019, o Ministério da Saúde ainda proíbe a doação de sangue por pessoas LGBTQ+. São milhares de litros de sangue desperdiçados todos os anos e, mesmo assim, as autoridades nada fazem.

Dessa forma, o marido de Lulu Santos, Clebson Teixeira, usou sua conta no Instagram para desabafar sobre o descaso da situação no Brasil.
“Essa semana descobri que para fazer uma boa ação preciso ficar no mínimo 12 meses sem sexo”, começou ele.

“No início da semana a filha recém-nascida de uma grande amiga precisou de uma transfusão de sangue (ela nasceu prematura). No grupo do trabalho ela perguntou quem poderia ajudá-la… Logo me dispus a ser um dos doadores, porém relatei que possivelmente eu não estaria apto a realizar a doação, já que há algum tempo havia escutado uma história de que o “sistema” possui restrições a doações de homo afetivos”, contou Clebson.

“A justificativa é que assim como os usuários de drogas injetáveis, também fazemos parte de um grupo chamado “grupo de risco”, em que homossexuais do sexo “masculino” estão sujeitos a uma maior exposição ao vírus HIV, e que como existe um intervalo entre algumas infecções e sua possível detecção em exames, pode ser que os testes não consigam identificar o vírus… é como se os heterossexuais estivessem isentos a essa possibilidade”, criticou Teixeira.

No final da publicação, ele fez um apelo aos heterossexuais. “Gostaria de pedir a todos os amigos heterossexuais que estão lendo essa mensagem até o final, para irem até um hemocentro ajudar quem esteja precisando”, finalizou.

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Essa semana descobri que para fazer uma boa ação preciso ficar no mínimo 12 meses sem sexo. 😬 No início da semana a filha recém-nascida de uma grande amiga precisou de uma transfusão de sangue (ela nasceu prematura). No grupo do trabalho ela perguntou quem poderia ajudá-la… Logo me dispus a ser um dos doadores, porém relatei que possivelmente eu não estaria apto a realizar a doação, já que há algum tempo havia escutado uma história de que o “sistema” possui restrições a doações de homo afetivos. Neste momento causei o maior espanto nas pessoas, pois nenhuma delas sabia desse impedimento, e me perguntaram qual seria o motivo de tal restrição. Após isso fui me inteirar sobre o assunto, fiz algumas pesquisas, li um pouco, perguntei a alguns amigos da área de saúde e finalmente obtive a resposta. O que acontece é que, segundo portaria nº 158, de 4 de fevereiro de 2016, homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou as parceiras sexuais destes em um período de até um ano antes da doação são considerados inaptos a fazer a doação. A justificativa é que assim como os usuários de drogas injetáveis, também fazemos parte de um grupo chamado “grupo de risco”, em que homossexuais do sexo “masculino” estão sujeitos a uma maior exposição ao vírus HIV, e que como existe um intervalo entre algumas infecções e sua possível detecção em exames, pode ser que os testes não consigam identificar o vírus… é como se os heterossexuais estivessem isentos a essa possibilidade. Desta forma, gostaria de pedir a todos os amigos heterossexuais que estão lendo essa mensagem até o final, para irem até um hemocentro ajudar quem esteja precisando. Muito obrigado!

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