O livro “Tentativas de aniquilamento de subjetividades LGBTIs”, organizado pelo Conselho Federal de Psicologia, reúne relatos de pessoas que foram submetidas a tratamentos de redesignação sexual, conhecida como “cura gay” – prática não reconhecida pelo Código de Ética Profissional da Psicologia no Brasil.

Sinopse: O livro “Tentativas de Aniquilamento de Subjetividades LGBTIs”, organizado pelo Conselho Federal de Psicologia, por meio de sua Comissão de Direitos Humanos, apresenta um mosaico de histórias de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTIs) que retratam os intensos sofrimentos ético-políticos e os processos de resistência decorrentes de diversas formas de violências, preconceitos, injustiças e exclusão.

O livro está disponível online. Você pode baixar o PDF dele aqui.

Colhidos entre pacientes de diversas cidades do país, os depoimentos retratam o intenso sofrimento psicológico desencadeado pelo preconceito e potencializado pela atuação de profissionais da psicologia que utilizam o fundamentalismo religioso para realizar a patologização de LGBTI+.

A proposta do livro surgiu após a tentativa de um grupo de psicólogos tentar invalidar a resolução que proíbe os profissionais da área de oferecer qualquer tipo de prática relacionada a “cura gay”. No último dia 20 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o arquivamento da ação, e manteve proibida no Brasil a prática.

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“Há relatos, por exemplo, de adolescentes de 14, 15 anos, em Belém, estudantes de colégios religiosos, que passaram por sessões com o terapeuta da escola e escutaram que ‘tinham que parar de ser gay, lésbica, que aquilo era errado e era pecado’. Em outras cidades, há depoimentos de meninas lésbicas que ouviam até de professores que a violência sexual poderia ‘dar um jeito’ nelas”, conta Jureuda Duarte Guerra, presidente do Conselho Regional de Psicologia.

Foto: divulgação/ G1