No último fim de semana, o cantor Jaloo publicou um desabafo em suas redes sociais onde contou sobre as dificuldades de ser um artista independente.

A gente lida de frente com tudo que acontece na nossa carreira, desde as contas que não vão fechar no mês, as despesas que envolvem muitas pessoas que tem um vida em volta da empresa que é o artista, comentários maldosos, críticas verdadeiras e rasas. Postagens que precisam ser alegres e divertidas pra tentar estimular e chamar a atenção de vocês“, escreveu ele.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Em uma séries de tweets, Jaloo discorre sobre cobranças e críticas que enfrenta dos fãs e a falta de apoio e dinheiro para realizar os projetos.

Eu vejo a galera pedindo clipe pras músicas do disco novo e aperta meu coração perceber que não tem dinheiro pra isso. E se eu fizer com a grana e criatividade que me resta, vocês vão reclamar, dizer que poderia ser melhor q coisa A ou B ta simples demais, é muito frustrante. Sobre cantar no Lolla ou Rock in Rio (esse ano eu tô lá, mas nem falo sobre de tão desmotivado) e ouvir comentários tipo: ‘já paguei 10, 20 reais pra ver ele. Não vou gastar uma fortuna por esse tipo de atração’. É doloroso“, twittou.

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O cantor, que acabou de lançar um álbum novo batizado de “ft”, que como o próprio nome sugere, é recheado de parcerias como Karol Conká, Gaby Amarantos e Lia Clark, não é o primeiro a desabafar sobre as dificuldades de produzir música sem uma grande gravadora por trás.

E é exatamente por isso que a gente trouxe uma listinha com 8 artistas brasileiros LGBTs para apoiar e dar stream antes que eles desistam da carreira musical.

Abrindo a lista, Davi.
O cantor, que fez parte da Banda Uó, acabou de lançar seu primeiro álbum solo “Ritual” que traz uma sonoridade gostosa e envolvente. Um disco que como ele mesmo define “perfeito pra transar“.

Mia Badgyal
A drag queen paulistana lançou seu primeiro single em 2017. Com uma sonoridade que mistura pop, tecnobrega e até chega a flertar com PC Music, a cantora lançou no começo do ano seu primeiro EP intitulado “Mia“. Seu single mais recente é a dançante “Amor Fajuto

Danna Lisboa
Não são poucos os sites que definem Danna Lisboa como uma artista completa. A cantora e dançarina traz um pop brasileiro contagiante em hits como “Suinguetto” e “Quebradeira” e ainda discorre sobre suas vivências como mulher trans em faixas como “Ideais“.
É música pra dançar e pra refletir.

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Quebrada Queer
Formado por Murilo Zyess, Tchelo Gomez, Guigo, Harlley, Lucas Boombeat e Apuke (no beat), o grupo de rap paulistano discorre com versos fortes e precisos a realidade de milhares de LGBTs na periferias de São Paulo. No fim de 2018 eles conseguiram lançar o primeiro EP, “Ser“, que conta inclusive com a participação de Gloria Groove. Todos os integrantes tem projetos solos que também merecem ser ouvidos.

Jade Baraldo
Jade Baraldo foi uma das artistas que apoiou Jaloo durante o desabafo do cantor no twitter. A cantora, assumidamente bissexual, já participou do The Voice Brasil e tem conquistado seu próprio público com seu indie pop com letras confessionais. Após singles incríveis como “Brasa” e “Nem o Mar (pôde levar)“, ela lançou esse mês seu primeiro álbum “Mais Do Que os Olhos Podem Ver“.

Rico Dalasam
Na ativa já a alguns anos, Rico Dalasam é um grande representante do rap queer brasileiro. Em suas letras, conta sobre suas vivências como homem negro, seus amores e desilusões. “Braile“, faixa lançada em abril desse ano, é uma das obras-primas produzidas por ele. Também vale conhecer o curta “Procure“, feito para a faixa de mesmo nome presente em seu último EP “Balanga a Raba“.

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MC Tha
Mc Tha conquistou a internet com seu funk indieBonde da Pantera“. Agora, ela abre os caminhos para seu primeiro álbum de estúdio. Produzido por Pedrowl, conhecido por também produzir os hits icônicos de Lia Clark, “Rito de Passá“, lançado em Junho de 2019, traz uma sonoridade única. Com músicas com forte influências nas religiões de matriz africana até o baile funk da periferia, o disco se mostra poderoso em cada faixa.

Jaloo
A grande inspiração por trás dessa lista. Jaloo é paraense e viu seu trabalho ganhar visibilidade em 2015 com o lançamento do seu primeiro álbum, “#1“. Quatro anos depois, ele lança seu segundo disco, “ft“, que vem com uma sonoridade bem mais pop, mas, sem deixar de lado as referências regionais que fazem parte do seu trabalho.

Agora é montar uma playlist com as favoritas de cada um e sair dando stream pra fortalecer, não só o trabalho de todos esses artistas incríveis, como também celebrar a cena LGBT+ brasileira. Mete stream nessas lendas.