O YouTuber Gustavo Rocha, que recentemente saiu do armário em campanha para a Calvin Klein, postou um vídeo em seu canal em que narra a fatídica saída do armário que teve que passar, mesmo sem ainda entender ele mesmo o que estava passando internamente.

Gustavo chega às lágrimas ao falar sobre o bullying que sofreu na escola e sobre o momento em que teve que contar, de maneira forçada, em uma noite de ano novo, que era gay, para seus pais.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Gustavo Rocha conta momento da adolescência em que escolhia socializar mais com meninas na escola porque os meninos iam jogar bola e ele preferia brincar de queimada: “Era o que me fazia bem”, diz o youtuber.

Em seu depoimento, Rocha diz: “Eu tinha uma voz muito fina e os meninos me zoavam muito por isso. Tinha um menino que ameaçava me bater só porque eu não brincava com os meninos, só porque eu queria ficar junto das meninas. Para mim, era muito difícil lidar com tudo isso porque eu era só uma criança e eu não entendida como funcionava o mundo e muito menos como eu funcionava”.

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Gustavo Rocha conta que mãe já desconfiava

Aos 14 anos, a mãe do influencer encontrou conversas íntimas com outro garoto e o confrontou, mas ele decidiu não revelar: “Ela me perguntou se eu era gay e naquele momento eu não estava preparado para falar sobre isso. Eu era muito jovem. Não entendia o que poderia acontecer. O medo de ela ficar brava era muito grande. E eu neguei pra ela”, recordou.

“Depois de tanto conversar com Deus, eu acabei entendendo que não é com quem eu me relaciono que vai me definir. A minha orientação sexual não me define. Eu só quero amar quem eu quiser amar. E, pra mim, não há nada de errado nisso. Nunca existiu nada de errado nisso e nunca vai existir”.

Os gêmeos e a fama

Gustavo, que tem um irmão gêmeo, Túlio Rocha, com quem divide a fama e os milhões de seguidores, ficou conhecido como os Irmãos Rocha e seus vídeos de dança, biscoitando e conquistando corações de meninas em todo o Brasil.

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“Meu irmão sempre foi o homão da família, o másculo. E eu sempre fui muito comparado a ele. E para mim isso foi muito difícil (Gustavo levou às mãos ao rosto, muito emocionado). As pessoas esperavam que eu fosse igual a ele e eu nunca iria ser. Eu lembro que meu psicológico estava tão debilitado por não querer mais fazer aquilo (jogar bola) que eu comecei a chutar a parede pra ver se meu dedo quebrava”.

“Faltavam apenas duas horas para o ano novo, não lembro nem de que ano foi, e meus pais receberam uma foto minha beijando um menino. Eu estava sozinho em casa. Não sabia o que fazer. Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida”, argumentou. Assista o vídeo de Gustavo Rocha completo:

O youtuber desabafa sobre esse tipo de agressão: “Eu não entendo quando as pessoas querem arrancar os outros do armário. Não entendo quando as pessoas querem descobrir a orientação sexual do coleguinha e sair espalhando para os outros. Você não sabe a realidade do outro. Você não sabe o que a pessoa vive. Onde ela vive. Quais as condições dela. Você não sabe se ela tem condições psicológicas pra isso. Eu acho tudo isso muito sujo. Porque não é a sua vida”.

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