No mês passado, a CBS anunciou uma nova série da obra Star Trek, “Star Trek: Strange New Worlds”. Para alegria dos fãs, parece que a produtora está considerando tornar o capitão Kirk bissexual.

De acordo com Daniel Richtman, o membro da produção: “Ouvi dizer que eles estão brincando com a ideia de fazer Kirk bi na nova série”, apontou em um tweet.

A nova série é uma sequência de “Star Trek: Discovery” e um prequel* de “Star Trek: The Original Series”. No vídeo de anúncio,  foi confirmado que Ethan Peck, Anson Mount e Rebecca Romijn revisariam seus papéis como Spock, Christopher Pike e Número Um, respectivamente.

Nas produções de Star Trek, o capitão James T. Kirk ficou conhecido por ser um desenfreado mulherengo, tendo sido descrito como o “epítome da masculinidade” pelo criador do programa, Gene Roddenbery.

Apesar da relevância que um personagem clássico é popular como Kirk traz ao entrar na comunidade LGBT+, as pessoas bissexuais ficaram preocupadas com a escolha e como ela vai ser construída na série.

Um dos estereótipos mais comuns que as pessoas bissexuais enfrentam está na sexualização com que são representados. A comunidade aponta que caso a produção continue investindo em Kirk apenas como um “pegador” e o personagem continue a ser hiper sexualizado, isso pode trazer mais danos a representação bissexual no cinema.

Star Trek já possui um histórico de inclusão de personagens LGBTs nas produções com o Dr. Culber e Paul Stamets em “Star Trek: Discovery” e quando “Star Trek: Picard” revelou que a lendária e popular personagem, Sete de Nove, está em um romance do mesmo sexo. Já no filme Star Trek: Sem Fronteiras, Hikaru Sulu é abertamente gay e casado.

*prequel: é uma obra que conta alguma história anterior em relação a produção original