Em entrevista ao Sunday Times, Rupaul Charles esclareceu uma declaração polêmica, dada em 2018, na qual comparava drag queens trans com atletas que utilizam doping e que não permitiria que mulheres trans competissem em seu reality show.

Segundo ele, as frases foram colocadas “fora de contexto“.

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“Por que as pessoas são tão obcecadas com essa pergunta? Tudo foi tirado de contexto. Parece haver essa obsessão em tentar criar essa narrativa de “nós contra eles“, respondeu Rupaul.

O artista também aproveitou para relembrar que houveram competidoras trans no programa e o que aprendeu com elas:
Compartilhamos uma história. Os dois mundos [drag e trans] se cruzam, mas também mantêm suas próprias singularidades… Uma de nossas concorrentes, Monica Beverly Hillz já disse isso da melhor forma possível quando afirmou:´drag é o que eu faço, trans é quem eu sou´“, comentou.

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Em uma entrevista dada em 2018 ao The Guardian, Rupaul chegou a dizer que “drag perde seu senso de perigo e ironia, uma vez que não é um homem que está fazendo, porque, no fundo, é uma declaração social“.

Os comentários foram considerados transfóbicos por boa parte da comunidade LGBT que atacou Rupaul nas redes sociais.

Na época, a drag queen chegou a se desculpar através da sua conta oficial no twitter:

Todas as manhãs, rezo para deixar de lado tudo o que acho que sei, para ter uma mente aberta e uma nova experiência. Entendo e me arrependo da mágoa que causei. A comunidade trans são heróis do nosso movimento LGBTQ. Vocês são meus professores“, twittou.

Em suas 11 temporadas, o programa apresentou mais de 10 drag queens que se assumiram e/ou se descobriram transgêneros durante ou após a participação no reality.

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