Entre os dias 11 e 22 de novembro acontece o 28º Festival Mix Brasil, o maior evento sobre Diversidade na América Latina, que este ano, devido à pandemia, será online, gratuito e acessível para todo o Brasil.

A programação reúne cinema, música, teatro, literatura, Labs, artes visuais e, pela primeira vez neste ano, conversas dinâmicas reunindo artistas, pesquisadoras e ativistas de diferentes áreas, as MixTalks.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

A lista de convidados reúne gente como as cantoras Jup do Bairro e Marina Lima, os ativistas Victor Di Marco e Eduardo Victor, e personalidades como Erika Palomino, atual diretora do Centro Cultural São Paulo (CCSP), e Daniel Nolasco, diretor do longa metragem “Vento Seco” (2020). Ao todo, 18 convidados vão participar das conversas do MixTalks.

O formato, diferente da conferência realizada em anos anteriores, busca aproximar o público de discussões muitas vezes restritas a ambientes acadêmicos.

Entre os temas do MixTalks, questões como decolonialidade na arte, a cultura ballroom e até mesmo a cantora Madonna, que inspira um painel sobre envelhecimento e mídia.

MIXTALKS é parte do Festival MixBrasil 2020 (Foto: Divulgação)
MIXTALKS é parte do Festival MixBrasil 2020 (Foto: Divulgação)

As conversas do MixTalks serão exibidas no YouTube (www.youtube.com/fmixbrasil) entre os dias 16 e 21 de novembro, diariamente a partir das 18 horas. Legendas em Libras disponível. Acompanhe o festival nas redes sociais para receber atualizações (@festivalmixbrasil).

Confira a programação completa do MixTalks:

Dia 16/11, 18h | Arte e decolonialidade: novas perspectivas para o Brasil – Manifestações ao redor do mundo lançaram novos olhares sobre as questões raciais. No Brasil, o audiovisual tem exibido e denunciado há anos as realidades desses corpos, sobretudo os LGBTQIA+. Como podemos pensar isso a partir de agora? Quais são as possibilidades de quebra de estereótipos negativos? Com Fabiano de Freitas (Dadado), diretor, dramaturgo, professor e um dos realizadores do curso “Como eliminar monstros”, que pauta discursos artísticos sobre HIV-AIDS; Jup do Bairro, multiartista, cantora, compositora e apresentadora do programa transMissão do Canal Brasil; e Natalia Mallo, diretora da peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”. Mediação por Ali Prando, filósofo e pesquisador de gênero e sexualidade.

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Dia 17/11, 18h | Brasil is burning! O poder da cultura ballroomUma filosofia de vida. Um movimento cultural. Uma festa. Uma dança. Uma convocação performativa. A partir de minorias como pessoas trans, negras, latinas e caribenhas, a cultura ballroom surgiu para proporcionar ambientes seguros às pessoas marginalizadas e invisíveis aos poderes hegemônicos. Ganhando cada vez mais força globalmente, assim como contornos de manifestação artística e social, qual pode ser o legado do ballroom no Brasil? Como essa celebração se firmou politicamente por aqui e qual a sua importância para a comunidade LGBTQIA+? Com Ademir Correa, jornalista e mestre em comunicação audiovisual; Félix Pimenta, artista independente, membro do coletivo Amem e pioneiro da cena ballroom no Brasil; e Luna Ákira, produtora cultural e criadora do projeto Vogue for Life. Mediação por Ali Prando, filósofo e pesquisador de gênero e sexualidade.

Dia 18/11, 18h | Corpos 3.0 – Novas subjetividades para pessoas dissidentes O corpo é um campo de batalha, um enclave valioso onde discursos de poder perpassam o tempo inteiro, onde se intenciona delimitar o que é normal, desejável e saudável. Aspirando uma cidadania plena àqueles que são funcionalmente diversos, vamos abordar corporeidades, identidades e subjetividades presentes no século 21, discutindo em quais entraves esses corpos se dão e quais são os acessos de humanidade das mesmas. Com Eduardo Victor, midiólogo e criador de conteúdo sobre pessoas LGBTQIA+ com deficiência; e Victor Di Marco, ator, diretor e roteirista, criador do filme “O que pode um corpo?”. Mediação por Ali Prando, filósofo e pesquisador de gênero e sexualidade.

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Dia 19/11, 18h | Madonna Explícita: envelhecendo em frente às câmeras Madonna é uma das artistas femininas mais revolucionárias de todos os tempos. Atravessando décadas de carreira, da era do vinil às plataformas de streaming, ela permanece relevante, no entanto, é agora considerada velha demais para ser ela mesma. O que Madonna tem a nos ensinar sobre o envelhecimento? Este painel é um recorte do projeto ‘Madonna Explícita’, programa cultural que debate feminismos, políticas de gênero e (des)identidade através da obra da artista pop mais importante do século 20. Com Erika Palomino, colunista da Elle Brasil e atualmente diretora do Centro Cultural São Paulo (CCSP); Joanna Burigo, escritora e coordenadora da Emancipa Mulher, escola de emancipação feminista de Porto Alegre; e Marina Lima, cantora e compositora brasileira, indicada como Ícone Mix em 2019. Mediação por Ali Prando, filósofo e pesquisador de gênero e sexualidade.

Dia 20/11, 18h | Pornografia é arte?Durante a história da humanidade, as representações artísticas do sexo sempre estiveram presentes, seja nas esculturas, pinturas e posteriormente no cinema. Agora, mais do que nunca, vivemos na era do regime farmacopornográfico e estamos cercados de gadgets e dispositivos que nos excitam e mediam nossa relação com o desejo. A pornografia é o cinema do corpo: tanto quanto qualquer plataforma artística, ela pode ser um lugar que reflete nossos desejos, prazeres, medos e tabus. Enquanto a pornografia mainstream ainda é heterocentrada, faz-se necessário pensar de que maneira ela pode ser usada para libertar os corpos e identidades? Como hackear as plataformas pornográficas de massa e criar outras formas de uso dos corpos e de desejo? Com Bruna Kury, performer e artista audiovisual anarcatransfeminista; Daniel Nolasco, diretor dos documentários “Paulistas” (2017) e “Mr. Leather” (2019), e do longa-metragem “Vento Seco” (2020); e Luiza Rolla, atriz, performer, educadora e pornógrafa. Mediação por Ali Prando, filósofo e pesquisador de gênero e sexualidade.

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Dia 21/11, 18h | O corpo feminino além da erotizaçãoUma mesa sobre feminismos que debaterá o fato de vivermos em uma sociedade patriarcal, onde os corpos femininos são hipersexualizados ao mesmo tempo em que a sexualidade da mulher é ignorada. A liberdade sexual, a masturbação feminina e outros assuntos que ainda são tratados como tabu serão debatidos de uma forma descontraída. Com Gabriela Garcia, Gaia Qav e Márcia Zuliani. Mediação de Bárbara Falcão.

Serviço:

28º Festival Mix Brasil
De 11 a 22 de novembro
MixTalks – De 16 a 21 de novembro no YouTube
Informações em www.mixbrasil.org.br

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).