Em entrevista ao podcast Out with Suzi Ruffell, o roteirista do filme “Milk: A Voz da Igualdade”, Dustin Lance Black, revela que a obra foi rejeitada por diversos estúdios de filmagens antes ser lançada. O longa conta a história do ativista pelos direitos LGBT+, Harvey Milk, e foi lançado em 2009 no Brasil.

“[Naquele tempo] Os estúdios não estavam pedindo personagens gays ou histórias de temática gay. [Mas] Agora você tem executivos e [distribuidoras] como a Netflix, então eles sabem querem servir um público diverso. Antes não tínhamos essa conversa”, observa o roteirista.

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Black afirma que “O Segredo de Brokeback Mountain”, outro clássico LGBT+, lançado em 2006, abriu portas para que o filme sobre Milk se tornasse um sucesso dentro dos cinemas. “Então, em primeiro lugar, eu fui a Focus Features e disse: ‘Eles sabem que isso não é uma rua sem saída’. E eu estava certo. Eles viram algo no roteiro, e fizeram um trabalho incrível com ele”, relata.

Sinopse: “Em 1972, Harvey Milk e seu namorado Scott Smith, mudam-se de Nova York para São Francisco. Milk, determinado a fazer algo importante em sua vida, abre uma loja de câmeras no distrito de Castro e ajuda a transformar a área em um ponto de encontro para gays e lésbicas. Em 1977, ele se torna o primeiro homossexual assumido em um cargo público, eleito para o Conselho de Supervisores”.

O filme ainda tem a direção de Gus Van Sant, além de contar com Sean Penn vivendo o papel do protagonista. O longa ganhou diversos prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Ator e Oscar de Melhor Roteiro Original, além do Critic’s Choice Award de Melhor Ator.