De acordo com o portal Cheat Sheet, o público dos filmes de super-herói está mais cético em relação ao retrato de minorias nos lançamentos da Marvel desde que a Disney comprou a produtora.

Apesar de apoiar publicamente a comunidade LGBTI+, alguns usuários do Reddit acusam a Disney de “puxar o tapete” das pessoas LGBTI+ e de ficar “em cima do muro”, tentando defender os valores tradicionais, possivelmente para atender às grandes audiências conservadoras.

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Com isso, personagens que deveriam representar a comunidade são colocados em segundo plano ou apenas em uma ou outra cena para que, quando o filme chegue em países conservadores ou onde os LGBTI+ são criminalizados, o momento possa ser cortado.

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O presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, é um velho apoiador da comunidade LGBTI+ dentro da empresa, procura trazer o debate da representatividade para dentro da produtora.

Na conclusão do primeiro filme dos Vingadores, em 2012, ele foi uma das vozes mais atuantes na defesa de produções com protagonistas mulheres, e quase foi demitido por isso.

“Kevin me disse: ‘Olha, talvez eu não esteja aqui amanhã. Ike[Perlmutter, dono da maior parte da Disney na época] não acredita que alguém assistiria um filme com uma mulher super-heroína. Então se eu estiver aqui amanhã, ganhei essa batalha” revelou Mark Ruffalo, ator que interpreta o Hulk no MCU.

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Isaac Perlmutter, citado na fala de Rufallo, é diretor-executivo da Marvel Entertainment e uma das vozes conservadoras mais ativas na empresa. Ele é conhecido por apoiar o presidente Donald Trump e manter votos contra a diversidade no MCU.

Um dos filmes mais aguardados do ano é o lançamento de Os Eternos, que, além de inaugurar um novo grupo na franquia cinematográfica, apresenta um super-herói gay, Phastos, e promete ter o primeiro beijo gay da Marvel nos cinemas.