Batwoman é a mais nova série a integrar o esse ramo do mundo da DC e traz uma super-heroína lésbica, a primeira a sair do armário na TV. A expectativa é que Kate Kane se junte ao Arrowverse, que já integra outras séries do universo DC, como Arrow, The Flash, Supergirl e Legends of Tomorrow.

A showrunner da produção, Caroline Dries, conta em entrevista ao Adorocinema que a heroína interpretada por Ruby Rose veio ocupar um lugar de representatividade aos fãs. “É importante ter um super-herói como Batwoman em 2020, porque não há um herói comparável por aí agora. E a população LGBT é representada por ter uma liderança assumidamente homossexual. Queríamos usar essa comunidade gay e dizer ‘vocês estão agora representados. É aqui que você pode se ver representado na TV’”, afirma.

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Dries relata que a série enfrentou críticas e preconceito dos fãs de quadrinhos mais conservadores, essencialmente homens, que cresceram acostumados a apenas se ver representados e não conseguem aceitar heróis diferentes ou releituras das obras. Devido a isso esse público está menos ansioso para assistir uma série protagonizada por mulheres.

Outro desafio destacado por Dries foi mexer em um universo tão popular e consolidado como é o do Batman. “Isso é meio intocável e você não quer mexer com isso. Ele é o super-herói favorito de todos. Então existem as pessoas que são muito protetoras da mitologia do Batman e as pessoas que gostam tanto do Homem-Morcego que vão escolher assistir a qualquer coisa que tenha a ver com o Batman”, aponta.

Apesar de possuir dilemas parecidos com os do Batman, Dries afirma que o objetivo da Batwoman não é substituir o herói, mas sim homenageá-lo, já que “a personagem de Kate é diferente de Bruce Wayne. Ele é bonito, estoico, meio sarcástico e mantém para si mesmo suas emoções internalizadas. Com Kate é diferente, ela é amorosa, ela é lésbica muito estereotipada, pois manifesta seus sentimentos se gosta de alguém”.

“A personagem é incrivelmente complicada, e precisávamos de alguém que tivesse todas as camadas nela. Ruby [a atriz que interpreta a heroína] é obviamente deslumbrante, ela é intrigante, misteriosa. Parece uma durona, suas tatuagens fazem com que se destaque Mas ela também revelou essa camada de vulnerabilidade”, afirma Dries.