O filme Bacurau vai ser exibido gratuitamente nesta quinta-feira (18) no canal do Youtube do Telecine, às 20h. A iniciativa é em comemoração ao Dia do Cinema Nacional (19 de junho) e ainda apresenta uma live com Silvero Pereira, que interpretou na obra o cangaceiro queer Lunga. 

Além de Silvero, ainda vai ter bate-papo com os diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e os atores Thomas Aquino, que deu vida a Pacote, e Karine Telles, a personagem Maria da obra. A live será apresentada por Renata Boldrini

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A sessão vai contar com opção de legendas em português, como forma de tornar a sessão acessível aos deficientes auditivos. Os convidados contam curiosidades do filme, que ganhou o prêmio do júri no Festival de Cannes. A transmissão terá parceria com a plataforma Para Quem Doar, que faz trabalhos para combater e prevenir os impactos da pandemia do novo coronavírus no país.

O filme conta a história dos moradores de um pequeno povoado do sertão brasileiro, chamado Bacurau. A população local começa a perceber vários sinais de que há algo errado: a cidade não consta mais nos mapas, drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade e cadáveres começam a aparecer. Liderados por Teresa, Domingas, Acácio, Plínio e Lunga, a comunidade se organiza para identificar o inimigo e defender.

Silvero Pereira já é um ator conhecido por fazer personagens LGBTs, na novela “A Força do Querer” interpretou Nonate, que dava vida a drag queen Elis Miranda. O artista diz possuir um alter ego chamado Gisele Almodóvar, e foi vestido como ela que recebeu, ao lado do resto da equipe de Bacurau, o prêmio do júri no Festival de Cannes.

Ao receber o título de cidadão fortalezense, na Câmara Municipal de Fortaleza, Silvero se descreveu como: “Sou de escola pública, sou pobre. Sou a caricatura do nordestino que passou fome e sede. Sou bicha, drag queen e artista. E eu acho que sou Brasil justamente por ser tudo isso.”

Em entrevista ao El País, o ator contou que originalmente Lunga seria uma mulher trans, mas optaram não seguir o caminho devido ao local de fala. “Eu falei [aos diretores]: se vocês quiserem que seja de acordo com o roteiro original, vão ter que procurar uma atriz trans. Mas se me querem no filme, podemos buscar outras maneiras de realizar. E aí Lunga veio queer. Não abrimos mão desta identidade nas unhas, no olho, nas tatuagens, no que eu sinto por dentro”, revelou.