Linn da Quebrada tem uma carreira estabelecida, vários fãs, faz trabalhos na música e na TV. Infelizmente, ela é uma grande exceção e tem consciência disso.

Em entrevista para o programa Trace Trends da Rede TV!, atriz e cantora reflete as condições das pessoas trans e travestis no mercado de trabalho.

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“Sou exceção. Isso não quer dizer que todas nós, enquanto travestis e pessoas trans, consigamos ter essa abordagem, ter respeito e nem ao menos ingressemos no mercado de trabalho. Acho que essas são pautas básicas e realmente de urgência.”

Para Linn, o fato dela estar na TV aberta em um momento de extremo conservadorismo é uma válvula de escape para a representatividade. Ela também destaca a atriz Glamour Garcia, que fez muito sucesso em “A Dona do Pedaço“, e a deputada estadual Erica Malunguinho (PSOL-SP). E é preciso fazer ainda muito mais.

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“Continuar abrindo essas fissuras no sistema para que cada vez mais de nós possamos usufruir disso tudo, porque ter uma pessoa só preta, um só travesti ou uma só com deficiência, isso não é representatividade. Para que tenha representatividade é preciso pluralidade de corpos e existências.” 

A paulista também explicou como a pandemia do novo coronavírus está escancarando a desigualdade social.

“Quem pode se proteger? Quem pode ficar em casa? Esse isolamento social já existia. Nós já fomos afastadas do meio social, fomos afastadas da escola, do mercado de trabalho e até mesmo das nossas famílias. Mas acredito que todas essas crises possam servir para desviar o caminho. Acredito que seja um momento de oportunidade de elaborar novas estratégias.”

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22 anos, geminiano, mineiro, jornalista formado pela UEMG. Apaixonado por música e artes de modo geral. Ex-bailarino na teoria mas danço nas festinhas bastante. Sonho em ser amigo da Rihanna e da família da Beyoncé. Provável futuro ex-bbb e quem sabe vencedor da Fazenda.