O ator, apresentador e cantor de 32 anos Tiago Abravanel falou ao Estadão um pouco sobre o relacionamento com o produtor Fernando Poli e o envolvimento na causa LGBTI+.

Tiago conta que sempre foi muito reservado e preferiu manter a vida íntima longe da mídia, mas também comenta que isso não quer dizer que vivia dentro do ármario. “Falaram: ‘Finalmente, o Tiago saiu do armário’. Nunca estive no armário, gente. Mas fico feliz por toda essa repercussão. Isso fez com que a gente recebesse muito carinho”, relata.

O apresentador do reality gastronômico “Famílias Frente a Frente” afirma que quem faz parte da sua vida pessoal já conhecia o Fernando, que faz parte da família do apresentador há bastante tempo. O casal está junto há cinco anos. 

“Quando meu sobrinho nasceu, o tio Fê já existia, e quando meu sobrinho cresceu, o tio Fê continuou existindo. E se eu perguntar para ele quem é o tio Fê: ‘É o namorado do tio Tiago’. E não tem nada de errado, não precisei explicar para ele. As pessoas ficam criando questões: ‘Isso não é natural da vida’. O que é natural da vida? Um prédio não é natural da vida. Você lidar com o preconceito assim na sua cara é horrível, mas a gente vai resistir e está tudo bem”, compartilha Tiago.

Em relação ao envolvimento com o movimento LGBTI+, o Abravanel aponta que sempre esteve do lado da comunidade, independente de ser assumido ou não. A causa se fazia presente “dentro do meu show, das minhas ações sociais, dos meus discursos em rede social”, observa.

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Apesar disso, o ator ressalta que: “eu mostrando que faço parte da classe, se é que a gente pode dizer assim, faz com que outras pessoas se identifiquem. A gente vive numa sociedade – não só no Brasil, mas no mundo – em que ainda existe muito preconceito. Mas quanto mais natural a gente for em relação a isso, mais normal as pessoas vão achar”.

Tiago Abravanel ainda falou sobre as polêmicas envolvendo o avô, Silvio Santos. “Todo mundo é responsável por aquilo que faz. Meu avô viveu numa época em que muitas coisas eram veladas, mas hoje o mundo mudou”. 

E acrescenta que: “O amor que sinto pelo meu avô é independente do que falam sobre ele, porque só quem está dentro de casa sabe o quanto ele é incrível, mas o tempo está passando, e às vezes ele está ficando sem filtro. Faço por onde eu posso. Às vezes, ele não entende: ‘O que eu fiz?’. Tem brincadeiras que ele faz hoje e fez em 1950, mas hoje é diferente, hoje você não pode mais brincar. E não pode mesmo, porque o mundo evoluiu”.