Milton Cunha é sempre uma figurinha carimbada nos carnavais e, em 2020, mais que nunca, o carnavalesco virou febre nas redes sociais por seus comentários irreverentes e sempre pontuais.

BABADO! Após pedidos, voz de Milton Cunha estará no Waze

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Em entrevista no programa Papo de Segunda, do canal fechado GNT, Milton revelou que sofreu muita homofobia de sua própria família em Belém até sair de casa, aos 19 anos, para perseguir seu sonho no Rio de Janeiro.

“Lembro do meu pai com uma ternura enorme porque sei que ele não conseguia lidar com o que eu era, e acreditem, eu era. Quando você nasce uma ‘bichinha’, em um lugar onde você é o afeminado da parada, você olha os adultos ao redor e diz: ‘ferrou, estou sozinho e ninguém gosta de mim’. A porrada vem de todos os lados; do vizinho, na escola? é de uma solidão fantástica. Veja bem, meu pai trabalhava com lanternagem de carro em oficina, vivia cheio de graxa, gostava de jogo de futebol, amigos, aquela loucura toda. Então ele me dizia: ‘Teus olhos não me enganam’ (por ele ser gay). E eu respondia: ‘Mas não quero te enganar’”

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O paraense relata que até hoje não conseguiu perdoar seus pais. Milton revela que eles até tentaram uma reaproximação, após sua carreira deslanchar.

“Dez anos depois, uma década se passou, e eles me ligavam para dizer ‘Eu te perdoo”, e eu respondia: ‘Não, quem não perdoa vocês sou eu. Eu não perdoo vocês. A gente vai levando. É o que tem pra hoje, né, mas se eu perdoei eles? Isso é complicado”

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22 anos, geminiano, mineiro, jornalista formado pela UEMG. Apaixonado por música e artes de modo geral. Ex-bailarino na teoria mas danço nas festinhas bastante. Sonho em ser amigo da Rihanna e da família da Beyoncé. Provável futuro ex-bbb e quem sabe vencedor da Fazenda.