Em meio aos protestos antirracistas que estão ocorrendo nos Estados Unidos, após a morte do homem negro George Floyd por um policial branco, Karamo Brown, especialista em comportamento do reality show “Queer Eye”, exibido pela Netflix, falou sobre racismo na comunidade LGBT+.

Em entrevista à Reuters, Karamo afirmou que gays brancos ainda desfrutam dos privilégios que a cor da pele traz. “Existe muito racismo na comunidade LGBTQ+. As coisas que vi por aí são simplesmente perpetuadas dentro da comunidade”, relata.

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O especialista acrescenta que: “sim, você pode ter sofrido por ser gay, mas o seu privilégio branco ainda existe”.

Para Karamo, um dos maiores exemplos de racismo na comunidade LGBT+ está nos aplicativos de relacionamento. Recentemente, o Grindr retirou os filtros de etnia e o apresentador notou que muitos gays não gostaram: “os homens gays brancos disseram: ‘Isso está errado, eu tenho o direito de dizer que não quero fazer sexo com negros ou com asiáticos’. Se você não entende o porquê desses caras estarem errados, como uma pessoa gay… Você precisa se tocar”, aponta.

O apresentador ainda revela que casos de violência policial contra pessoas negras não são surpreendentes. “Eu vi coisas assim acontecerem com amigos, membros da minha família. Quando você cresce como um homem negro nos EUA, com pais imigrantes, e tenta criar dois filhos negros, esta é uma conversa que você precisa ter constantemente”, reflete.