A drag queen Kaká Di Polly – que é um marco para a história da comunidade LGBT, tendo possibilitado a primeira Parada de São Paulo na década de 90 – foi muito criticada ontem por ter sido noticiado o compartilhamento de fake news anti-vacinação em seu Instagram.

Ontem mesmo mais tarde ela veio a público em suas redes sociais falar sobre o assunto, afirmando não saber que a informação divulgada em seu post – de que a nova variante de coronavírus seria apenas uma desculpa para quem se infectasse mesmo com vacina – era mentira. Ela ainda garantiu ser a favor da vacinação.

“Repliquei este post. Não li, achei engraçado e nem percebi que se tratava de uma fake news”, disse Kaká Di Polly.

Mais adiante, a drag queen lembrou não ser bolsonarista: “Não sou bolsonarista e nem contra a vacina, muito pelo contrário! Vacina já pra todos! Infelizmente cometi este erro e espero que vocês me perdoem.”

No ano passado, Kaká Di Polly afirmou ter se arrependido de votar em Bolsonaro, falando que não sabia de seu histórico de LGBTfobia nas eleições 2018 e não imaginando que seria tão incompetente.

“É isso aí! Quem quiser, acredite e me perdoe. Quem não quiser também não posso fazer nada, pode achar o que quiser. mas continuo com minha consciência limpa e transparente de que não sou contra vacina, nem bolsonarista. Só cometi um erro ao não ler e replicar!”, finalizou.

E todo mundo erra, né? Reconhecer o erro é uma qualidade de poucos. De qualquer forma, nada apaga a contribuição histórica de Kaká Di Polly para a comunidade LGBT no Brasil.

Saiba mais sobre a histórica contribuição dela para a comunidade LGBT no vídeo abaixo:

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).