O ex-BBB Victor Hugo está tendo dificuldade para superar a rejeição com que saiu do Big Brother Brasil 20.

Ele acabou ganhando antipatia dos telespectadores durante o confinamento no reality pelas eternas DR que se propunha a ter sem conclusões, não ouvindo as pessoas e saindo tirando conclusões precipitadas, além de ter vivido um trisal imaginário chegando a cobrar o participante Guilherme por ficar com a Gabi na sua frente.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

É considerável do público não aprovar suas posturas e até tirá-lo do reality, mas realmente o hate que Victor Hugo sofre até hoje tem parecido desproporcional. Sem citar nomes, mesmo outros participantes rejeitados com razões muito piores (desonestidade, assédio, machismo, racismo, etc), não encontraram tamanho “ranço” do público, conquistando até algum fandom cada um.

Victor Hugo desabafou em seu Instagram sobre o assunto, contou que muitos que se permitiram conhecê-lo após o reality mudaram suas opiniões. Ele então pediu ao público restante uma segunda chance:

“Durante 50 dias: exposição, julgamento, ataques, insegurança, ansiedade, alegrias, conquistas. Como eu vejo 50 dias: um sonho, aprendi, acertei, errei, fugi, enfrentei, me superei, podia ter tido mais equilíbrio emocional e ir mais longe, mas dei meu melhor, viveria tudo de novo, só que fazendo melhor, fiz amizades incríveis.

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Como me julgam por 50 dias: falso pra caralho, apóstata, pombo, fraco, gordo, vive numa realidade paralela, gay enrustido, assexual de Taubaté, vergonha da comunidade LGBT, da igreja, do Maranhão, dos psicólogos… Os que se propõem a me conhecer melhor: Meu Deus! Eu te via completamente diferente. Você ainda vai dar a volta por cima. Você é criativo e divertido, uma pessoa. Vocês poderiam me dar uma segunda chace?”, escreveu.

Veja a publicação original abaixo:

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9131 dias (25 anos) x 50 dias (#BBB20) – parte 1 de 2 Durante 9131 dias da minha vida eu: fui ótimo filho, nunca dei trabalho pros meus pais, me esforcei muito para ter todas as notas máximas no meu mestrado na USP, ganhei prêmio de segundo melhor trabalho sobre estresse num congresso internacional, escalei vulcão, construí igreja, compus 111 músicas, montei grupos e quartetos musicais, ajudei refugiados, dediquei 2 anos da minha vida como missionário, organizei feiras de saúde pra comunidade sem cobrar nada, virei noites acolhendo amigos, sobrevivi a uma pane elétrica num avião, trabalhei como segurança, como locutor de rádio, como professor, quase me tornei pastor, fiz curtas-metragens, já escrevi capítulo de livro sobre voluntariado, fui presidente de grêmio, fiz pesquisa em universidade estrangeira, alfabetizei crianças, organizei campanhas pra conseguir alimentos e roupas, fiz 2 faculdades e 1 pós enquanto trabalhava produzindo musicais no teatro, gravei DVD, fiz caravana científica, fui missionário na Bolívia, Chile, EUA e Austrália, desenvolvi app de apoio aos assexuais, dei muito atendimento psicológico a moradores de rua de graça, já morei só, na favela, quartinho de quintal, já tive dias que eu não tinha o que comer, já dormi na praça, já me apaixonei, já fiz promessas e cumpri, vi minha mãe vencer um câncer horrível, dirigi reality show, escrevi série e novela, a única vez que fui pra diretoria foi pq minha novelinha que eu distribuía num portfólio por toda a escola foi censurada, nenhuma multa de trânsito, planejo uma adoção solo desde meus 23 anos, fiz eurotrip em família pra realizar o sonho da minha mãe… Durante 50 dias: exposição, julgamento, ataques, insegurança, ansiedade, alegrias, conquistas. Como eu vejo 50 dias: um sonho, aprendi, acertei, errei, fugi, enfrentei, me superei, podia ter tido mais equilíbrio emocional e ir mais longe, mas dei meu melhor, viveria tudo de novo, só que fazendo melhor, fiz amizades incríveis. Como me julgam por 50 dias: falso pra caralho, apóstata, pombo, fraco, gordo, vive numa realidade paralela, gay enrustido, assexual de Taubaté, vergonha da comunidade LGBT, da igreja, do Maranhão, dos psicólogos…

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).