Festival “Tudo é verdade”, que começa amanhã (16), no Rio, está batendo uma marca histórica: nunca em 24 anos de festival tantos filmes sobre mulheres (e nem tantas delas por trás das câmeras). Segundo o diretor do evento, Amir Labaki, a presença maciça de mulheres na sétima arte vem crescendo e se tornando uma realidade que se fortalece e se solidifica cada vez mais.

Isso é visto com a presença de 17 diretoras, dos mais de 50 filmes inscritos no festival. Longas diversos sobre mulheres que fizeram a diferença em diferentes momentos históricos, como o longa que retrata a vida de Marceline Loridan-Ivens, francesa sobrevivente a Aushwitz, que é dirigido por Cordelia Dvorak. Ou até mesmo pela ótica de Josefina Morandé, reconstruindo a história do movimento Mulheres pela Vida, em 1983, no Chile.

Contudo, esses números são apenas de filmes dirigidos por mulheres falando sobre mulheres; os longas dirigidos por homens que retratam a vida de mulheres, não estão incluídos. Como a história de Maria Luiza da Silva, primeira transexual da história da Forças Armadas Brasileiras; ou da paulistana Milú Villela, que criou um redes de filantropia voltada a artes e educação.

Chamada de Advogada do Diabo, a israelense Lea Tsemel que defende os palestinos há cinco décadas também é parte dos retratos apresentados na mostra. As mulheres (26), que fizeram parte da Constituição de 1988 e levantaram bandeiras para garantir igualdade de gêneros também viraram inspiração para filmes.

Inspiração para elas é o que não falta!

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA: