A atriz Bruna Linzmeyer compartilhou nas redes sociais um guia da psicóloga Martha Medeiros sobre estereótipos que mulheres lésbicas ainda precisam lidar. O guia possui o objetivo de educar o público sobre atitudes lesbofóbicas.

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quais ferramentas vocês usam para não terem seus desejos/ mentes capturados? #visibilidadeslésbicas #histórialésbicabrasileira #mulheresqueamammulheres #possívelporquevisível #repost @psicosamanthamedeiros ・・・ NOTAS PARA UMA PSICOLOGIA NÃO LESBOFÓBICA ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 1 – NÃO PRESSUPONHA A HETEROSSEXUALIDADE Pressupor a heterossexualidade à mulheres reforça a lógica de que a heterossexualidade é inevitável, contribuindo para o apagamento de outras sexualidades, como a lesbianidade. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ – 2 TENHA EM SUAS REFERÊNCIAS MULHERES LÉSBICAS Não busque encaixar a lesbianidade na heteronorma. Se permita desacomodar a escuta. Lésbicas têm vivências diversas, e também constroem epistemiologias. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ – 3 A LESBIANIDADE É UMA QUESTÃO PARA A SAÚDE? Pressupor que lésbicas sofrem por serem lésbicas também é patologizar.  Caso algum sofrimento se apresente, busque escutá-lo de maneira critica e articulada ao campo social. Afinal, é a lesbofobia que o produz. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ – 4 ENTENDA A HETEROSSEXUALIDADE COMPULSÓRIA Algumas lésbicas já estiveram em relações heterossexuais e isto não as torna menos lésbicas. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ – 5 SE VOCÊ NÃO INVESTIGA A HETEROSSEXUALIDADE POR QUE INVESTIGAR A LESBIANIDADE? Intervenções que buscam investigar uma suposta "origem da lesbianidade" sugerem que algo esperado, em termos de um "desenvolvimento saudável" , não ocorreu; atribuindo caráter patologizante. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Entre as sugestões compartilhadas pela artista, estão:

“Tenha em suas referências mulheres lésbicas: não busque encaixar a lesbianidade na heteronorma. Se permita desacomodar a escuta. Lésbicas têm vivências diversas, e também constroem epistemiologias.”

“Não pressuponha a heterossexualidade: pressupor a heterossexualidade à mulheres reforça a lógica de que a heterossexualidade é inevitável, contribuindo para o apagamento de outras sexualidades, como a lesbianidade.”

“A lesbianidade é uma questão para saúde?: pressupor que lésbicas sofrem por serem lésbicas também é patologizar.  Caso algum sofrimento se apresente, busque escutá-lo de maneira critica e articulada ao campo social. Afinal, é a lesbofobia que o produz.”