Em uma ação promovida por entidades em prol da comunidade LGBTQI+ de Portugal propuseram homenagear uma travesti brasileira tortura e morta em 2006. Gisberta Salce Júnior nasceu no Brasil, mas decidiu fugir para outros países durante o ano de 1979 por medo do preconceito, chegando a morar na França e em seguida mudando-se para Porto, em Portugal.

A ação chegou, pela segunda vez, aos órgãos governamentais da cidade de Porto, entretanto, negado novamente. Existe até um abaixo assinado em prol do pedido, mas que só pode ser assinado por moradores da cidade.

Inicialmente, Gisberta foi acolhida por uns adolescentes, levavam comida e cuidavam dela quando estava adoecida por ser soropositiva e morava em um prédio abandonado. A notícia de que ela vivia pelos arredores de Portugal espalhou-se no colégio de um dos jovens e então, outros adolescentes reuniram-se e agrediram a travesti.

No dia 22 de fevereiro de 2006, já muito machucada, Gisberta foi jogada em um poço ainda viva, entretanto, por estar muito fraca, acabou morrendo afogada. Um dos jovens teve sua consciência pesada por conta do ato de crueldade e acabou levando informações até a direção do colégio.

Segundo o site Dezanove, desde então, o assassinato da travesti brasileira tornou-se um das principais motivações da realização da Parada LGBTQI+ de Porto.

Travesti brasileira homenageada em Portugal
Gisberta Salce Júnior (Foto eprodução)

Travesti brasileira é homenageada em Manhattan

Dandara dos Santos, travesti brasileira brutalmente assassinada em um espancamento coletivo, no bairro de Bom Jardim, em Fortaleza, no Ceará. O caso ganhou uma repercussão mundial. O artista Rubem Robierb criou uma bela escultura em Manhattan, nos Estados Unidos.

A peça trata-se de um par de asas de borboleta, intitulado ‘Dandara’, o artista declarou: “Em homenagem à força e bravura da comunidade trans e GNC, ‘Dandara’ traz uma mensagem e um significado importante”, explicou o artista em entrevista à ABC.