O mais alto órgão de justiça dos Estados Unidos, a Suprema Corte do país, decidiu favoravelmente nesta segunda-feira (15) pela proteção de pessoas LGBTs no ambiente de trabalho, que passam a ter a orientação sexual e identidade de gênero protegidas.

A decisão foi tomada após os juízes conservadores Neil Gorsuch, primeiro juiz indicado por Trump para o Supremo, e John Roberts se unirem a à ala progressista da corte, resultando votação de 6 x 3 para reconhecer que a o Título VII da Lei dos Direitos Civis de 1964, que proíbe a discriminação “com base no sexo”, inclui os trabalhadores LGBT.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

O caso chegou ao Supremo após o presidente Trump ir contra a decisão da Comissão para a Igualdade de Oportunidades de Trabalho, do governo Obama, de ampliar  os grupos pertencentes ao Título VII.

“Um empregador que demite um indivíduo por ser homossexual ou transgênero demite essa pessoa por (causa de) características ou ações que não teria questionado em membros de um sexo diferente. Sexo tem um papel crucial e indisfarçável na decisão, exatamente o que o Artigo 7º proíbe. Hoje temos que decidir se um empregador pode demitir alguém apenas porque é homossexual, ou transgênero. A resposta é clara: a lei proíbe”, afirmou Gorsuch.

A luta pela proteção no ambiente de trabalho é longa nos EUA e o principal medo das organizações era que ela fosse demorar ainda mais para sair devido a maioria conservadora do Supremo, após a nomeação de Gorsuch por Trump. Nos tribunais inferiores e em 21 Estados a interpretação já era que, de acordo com o Título VII, um trabalhador não pode ser demitido por sua orientação sexual.

Foto: Unsplash/ Sharon McCutcheon

VEJA TAMBÉM:  Coordenadoria LGBT de Olinda é homenageada com Placa pelo AMOTRANS