O país de Gana recebe em julho de 2020 a Conferência Nacional e Anual de Direitos LGBT da África Ocidental. 

De acordo com informações do site MyNewsGH, a organização Pan Africa ILGA (PAI) quer discutir na capital de Gana, Accra, estratégias para melhorar a vida dos LGBT africanos, tanto na divulgação de informações sobre discriminação e perseguição quanto iniciativas legislativas.

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Apesar da tentativa de avanço, o líder religioso Imam Sheikh Mumin Abdul Haroun, com ampla influência nacional, afirmou que esse evento “diabólico” não vai ocorrer no país, prometendo uma aliança entre todos os grupos religiosos do país para impedir a conferência.

“Não vamos concordar, nós, muçulmanos, cristãos e religiosos tradicionais, todos nos levantaremos. Não permitiremos que eles pisem aqui e que nem mesmo o governo possa ficar no nosso caminho. O país não lhes pertence, pertence a nós, então decidimos quem faz o que aqui ”, afirma.

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A PAI defendeu a permanência da reunião em Gana, afirmando que o país possui em sua base a “história como centro dos pensamentos e idéias pan-africanistas” e, portanto, “tem um significado especial” por ser esse produtor de conhecimento e transformações.

Gana é um dos 70 países que ainda criminalizam a comunidade LGBT+, com penas de prisão que podem ir até 3 anos de detenção.