A Igreja da Comunidade Metropolitana, em São Paulo, ganhou notoriedade nos últimos tempos após aceitar que pessoas da comunidade LGBTQ+ se tornassem membros ativos, participantes da obra divina da congregação, e até realizasse casamentos homoafetivos.

Jaque Chanel, transexual e integrante da comunidade, explicou ao Estadão que a ICM é uma igreja evangélica protestante e é caracterizada “por seu progressismo humanitário”. “Ela é caracterizada por seu progressismo humanitário e aceitação irrestrita de fiéis da comunidade LGBTQI e seus amigos e parentes”, disse.

Jaque Chanel, pastora na Igreja da Comunidade Metropolitana, em São Paulo. Foto: Arquivo pessoal

Chanel, que atua como pastora do local, afirma que os cultos são sempre voltados ao amor ao próximo, fraternidade e compaixão. “Não existe restrição para as trans porque não mais distanciamos os nossos corpos da nossa experiência com Deus. Inclusive trazemos o protagonismo para nossas vidas neste movimento de evangelização e, sobretudo, de amor ao próximo, fraternidade e compaixão”, ressalta.

Ela conta ainda que a comunidade recebe a comunidade LGBTQ+ de braços abertos. “Nossa sexualidade é um dom sagrado de Deus. Daí, recebemos nossos irmãos com o melhor acolhimento e inclusão para toda a comunidade LGBTQI”.

Igreja da Comunidade Metropolitana. Foto: Reprodução

A Igreja da Comunidade Metropolitana nasceu há 50 anos e teve como coordenadora Sylvia Rivera, uma transexual importante no combate à LGBTfobia no âmbito religioso. Além de ser uma das responsáveis pela fundação da ICM em Los Angeles, nos EUA, ela também articulou a primeira parada do orgulho LGBTQ do mundo dentro da igreja.

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Jaque Chanel frisou que aqueles que não aceitam os LGBTQ+ não são dignos de louvar a Deus. “Para toda uma sociedade hipócrita, inclusive as religiões que se dizem inclusivas mas que não aceitam as trans, todo o amor de Jesus Cristo, que não tem limites. Você sempre pode se surpreender e descobrir um Deus muito mais inclusivo, um Jesus muito mais inclusivo e acolhedor”, conclui.