No último domingo (13) foi exibida pelo Fantástico uma reportagem que apresentava aos telespectadores os gabinetes da Câmara e do Senado Federal brasileiros. Durante apresentação, foi constatado que no Senado não existe o gabinete com o número 24.

O repórter estava exibindo os gabinetes na Ala Teotônio Vilela, quando se deparou com o gabinete de número 23 e observou que não existia o 24, pois na sequência apareceu o número 25. No caso o gabinete existe, porém sem a numeração 24, a qual tinha até o ano de 2013.

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Não é de hoje que sempre se ouviu a frase: “24 número de viado”. Tal frase existe porque no jogo do bicho o número 24 seria referente ao número do veado. Por esse motivo a numeração sempre foi associada a homossexualidade. Seria por conta desses fatos que o número foi retirado do gabinete?  

Em setembro de 2016, o professor e ativista LGBT Toni Reis, visitou o Senado Federal e se surpreendeu também com a ausência do número, o que aponta para uma homofobia institucional. Em carta aberta enviada ao Senado e publicada através de sua página do Facebook,  o professor disse:

 “Não é de se surpreender que o Congresso Nacional não consegue aprovar legislação contra a LGBTfobia, já que lá dentro alguns se sentem estigmatizados por um mero número que tem a conotação de ‘viado’. Que Casa de Leis é essa? Em que cultura LGBTfóbica e machista estamos inseridos, que os/as nossos/as ‘representantes’ se dão ao luxo de eliminar o número 24?“, escreve ele”. A carta completa encontra-se  no Facebook do professor.

Maikon Stefan
Amante do teatro, tv e de Harry Potter, formado em Técnico em Administração e Bacharel em Ciência e Tecnologia (UNIFESP-SJC). Atualmente cursa Engenharia de Materiais (UNIFESP-SJC). Também foi Presidente da Empresa Júnior (Ectm Jr). "Me chama pra causar que eu vou".