Depois de anunciar a chegada de uma Nova Era, a Ministra Damares Alves, responsável pela pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, em que meninos vestem azul e meninas vestem rosa na última quinta-feira (3), um antigo vídeo da ministra em que ela durante uma palestra classifica homossexualidade como aberração e doença, ganhou força nos últimos dias.

Segundo o site, Fórum, que teve acesso ao vídeo na integra enviado por um ex-membro; Damares palestra em uma clínica de “restauração sexual” e chama homossexuais e travestis de doentes. A denúncia partiu de um dos “pacientes” do “tratamento” que era oferecido nessas clínicas de reversão, que “curam” o que chamam de “transtornos sexuais”, tais como a homossexualidade, que é colocada ao lado de verdadeiros transtornos como a pedofilia e a zoofilia, por exemplo.


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Ainda segundo o site Fórum, tal clínica era apresentada como uma escola. Uma vez que, desde 1990, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, a homossexualidade não pode ser classificada como uma doença – tratamentos para reversão sexual são, portanto, ilegais.

A “restauração” que era proposta pela clínica onde Damares Alves dava palestras, se dá através de uma espécie de confinamento dos “pacientes”, com regras rígidas de horários, saídas e de limpeza, com aulas em formatos de palestras, terapias individuais e de grupos. No local, é pregado que homossexualidade, além de ser um pecado, é algo que deva ser “curado”, um “distúrbio” e até mesmo uma “imoralidade”, resultado da suposta ausência de um pai e da presença da mãe. Os argumentos quase sempre são bíblicos.

Os que participam do seminário passam por um tipo de “lavagem cerebral” em que são condicionados a acreditar que ser homossexual ou transexual degradará suas vidas. Isso tudo seria feito a partir de muita pressão psicológica com pessoas em um estado emocional frágil. Vídeos de abusos sexual, tráfico de pessoas, pedofilia e outras atrocidades eram mostrados aos “pacientes” como maneira de “alertá-los” sobre os “riscos” da homossexualidade.

Damares Alves diz, enquanto ministra, que trabalhará por essas pessoas (LGBTI+), a atuação da pastora na esfera da igreja demonstra que suas declarações não se limitam a simples metáfora, mas, sim, traduz o que pensa a mulher que hoje é responsável por todas as políticas de proteção de direitos LGBTI+ sobre essas pessoas.