Parece que não é só no Brasil que criadores de conteúdo LGBT tem tido problemas com o YouTube.

Youtubers LGBTQ+ norte-americanos estão entrando com um processo contra a plataforma de vídeos alegando práticas discriminatórias de monetização.

Segundo o processo, as políticas de conteúdo do youtube tem dificultado o acesso das pessoas LGBTs á plataforma, o que afeta diretamente a forma como seus respectivos conteúdos geram dinheiro. Sem contar a frequente desmonetização de conteúdos LGBTQ+.

Aparentemente, o YouTube tem removido anúncios de vídeos que contêm palavras como “gay”, “lésbica”, “bissexual” e “transgênero”, e também tem classificado vídeos LGBTs como “impróprio para menores”, mesmo não contendo nenhum tipo de material adulto.

Chase Ross, que tem um vlog onde conta sobre suas vivências como homem transgênero, está entre os Youtubers que tem tido vídeos desmonetizados ou com restrição de idade por utilizar a palavra “transgênero”:

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Fiz vários testes para provar que a palavra transgênero em meu canal desmonetizou meus vídeos. É uma palavra-gatilho. Isso aciona o algoritmo“, disse ele.

Outros criadores de conteúdo que estão endossando o processo são: Bia Kam e Chrissy Chambers, do canal “BriaAndChrissy“, Brett Somers, Lindsay Amer, Chris Knight, Celso Dulay e Cameron Stiehl.

Após as críticas ganharem as redes sociais, um porta-voz do YouTube disse que o algoritmo deles não reage às palavras LGBTQ:

Nossas políticas não têm noção de orientação sexual ou identidade de gênero e nossos sistemas não restringem ou desmonetizam vídeos com base nesses fatores ou a inclusão de termos como ‘gay’ ou ‘transgênero’“, disse o porta-voz.