Malloy, uma simpática senhora de 84 anos , era voluntária de um lar para idosos até que foi informada que não era mais bem vinda no local após descobrirem que ela é lésbica.

Ela começou a frequentar o lar após a morte de sua namorada. Em outubro de 2017, ela recebeu uma carta dos responsáveis pelo local dizendo que haviam “certas preocupações” sobre ela por parte dos residentes e que queriam que ela parasse de se voluntariar.

Segundo Malloy, a carta não fazia sentido nenhum já que nunca havia agido de forma inadequada com os moradores.

Ela então agendou uma reunião com uma das enfermeiras que gerenciava o espaço. A enfermeira disse apenas que ela “não tinha permissão para falar sobre sua sexualidade com os residentes“, pois, “não haviam pessoas como ela lá e ninguém estava interessado em ouvir coisas assim“.

O gerente falou que eu estava beijando alguns moradores e eu expliquei a ela que isso não era verdade“, disse Malloy em entrevista para o The Feed no início deste ano. “A última pessoa que beijei foi minha parceira minutos antes dela morrer.

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Após o ocorrido, Malloy entrou em contato com a Comissão Real Australiana sobre Qualidade e Segurança dos Cuidados aos Idosos, e os informou sobre a situação constrangedora e homofóbica que estava passando.

Em uma audiência, ela alegou que não saía espalhando para todos os residentes que era lésbica, mas, se lhe perguntassem sobre seu cordão de arco-íris, ela explicava que se tratava de um símbolo LGBT.

Como uma sobrevivente da terapia de conversão, Malloy relatou que a experiência a fez relembrar velhas dores de quando era mais jovem e apanhava de sua mãe e ouvia insultos de seu pai por ser lésbica.

Aos 25 anos, em 1960, ela sofreu um colapso e foi internada em uma clínica psiquiátrica.

Me disseram que se eu voltasse a ser lésbica, Deus não me amaria“, contou ela. “Meu psiquiatra tentou vários tipos de terapia de conversão comigo, incluindo terapia eletroconvulsiva e tratamento com LSD“.

Malloy então não voltou mais a frequentar o lar de idosos e procurou espaços mais acolhedores para ser voluntária.