Desde que o mundo é mundo, Caim já matara Abel por ciúmes.

Ser sócio de alguém em qualquer negócio comercial é problema certo. Mas, ser sócio do irmão é pior ainda.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Você tem um problema comercial e um problema familiar. Muitas empresas, depois da morte de seu titular (dito aqui como o fundador), optam por contratar diretores e presidentes profissionais para evitar que os irmãos, que são sócios, briguem pelo poder na empresa e, com essa briga, acabem por diminuir o faturamento ou, até quebrar o negócio.

Para quem tem mais disciplina do que vaidade, o importante é manter um organograma na empresa, no qual cada sócio cuida de um departamento ou setor diferente da empresa para evitar embates entre os sócios.

Mas você vai me dizer: Meu negócio é pequeno, não posso contratar diretores profissionais.

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Eu te respondo: mude então o foco dos sócios para que se aja da forma como eu falei acima: cada um cuida de um setor e cada macaco fica no seu galho.

Inúmeras empresas acabam por conta das vaidades e brigas dos irmãos na condução dos negócios e, esta briga resvala para ações judiciais.

Mas, isso não é o pior. Seu irmão é seu irmão e vocês vão brigar sempre e tudo vai se ajeitar mas, os maridos ou mulheres de seus irmãos não são seus parentes e, têm filhos (seus sobrinhos) que não têm o menor interesse de saber o que o tio pensa disso ou daquilo.

Na morte de um dos sócios, a legislação brasileira permite e, a maioria dos contratos de constituição têm, a cláusula de que, na morte de um dos sócios, se apura seus haveres e paga-se seus sucessores que, não obrigatoriamente terão que ser aceitos como novos sócios.

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Pense bem nisso: não esqueça de colocar essa cláusula. Se seu sócio e irmão morrem, você não se obriga a engolir a cunhada e sobrinhos como sócios na empresa.

Ainda que pequena e, justamente por ser pequena, a empresa não sobreviverá a brigas constantes entre os sócios e este estica e puxa vai te dar dor de cabeça demais.