Após tentar remover todos os livros com conteúdo LGBTQ+ da Bienal do Livro, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), tentou se vitimizar e disse que se sentiu injustiçado pela mídia por ser evangélico.

“Para você ter uma ideia, fiz um vídeo e mandei para a Globo, mas ele censuraram. Aliás, tem um artigo que foi publicado na Folha, depois de três meses, que foi censurado pela Globo. A Globo é a imprensa da censura”, acusou ele, ao Folha de São Paulo.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Ele afirmou que não prega sua religião na prefeitura. “Se você notar, por parte da imprensa do Rio, existe um ‘preconceito’. Por quê? Sou um bispo evangélico. Tudo o que digo, absolutamente tudo, já traz uma ideia ao repórter de que ali está falando o bispo com posições bíblicas”, falou. “Se você for a um culto meu na igreja, com certeza vai ouvir eu pregar o evangelho, mas aqui, na prefeitura, não” ressaltou o prefeito.

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Crivella ainda tentou reverter a polêmica, frisando que sua intenção não foi impedir a venda das HQs por causa do beijo gay, mas, sim, pelo texto da cena. “O livro diz que o rapaz deveria rebolar o bumbum, coisas do tipo”.

Porém, vale ressaltar que, na história, o diálogo mencionado pelo sobrinho de Edir Macedo diz “levanta o traseiro daí”, que, na linguagem popular, significa “vamos logo”.

Ele continuou, dizendo que “se o Cebolinha ou a Mônica, ou o príncipe e a princesa, tivessem dito o que falaram os personagens na ‘Cruzada das Crianças’, teria que ser embalado”.