Após processar seu antigo local de trabalho por sofrer diversas situações de homofobia, Udson Mafra Sbrana pede a ajuda de todos para levar o seu caso para a mais alta corte brasileira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. 

O grupo Casino, dono da rede de supermercado Assaí Atacadista, foi condenado a indenizar o ex-funcionário por danos morais, após a homofobia ser comprovada. O caso foi constatado por um série de discursos e atitudes discriminatórias contra ele devido à orientação do rapaz. 

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A empresa recorreu a decisão em segunda instância e, com isso, Udson e seu advogado precisa ir à Brasília para acompanhar o julgamento. Este poderá ser um marco para a comunidade LGBTQ+, uma vez que pode-se abrir nova jurisprudência em nível nacional para casos semelhantes. 

O fato ganhou notoriedade no início deste ano, quando a justiça condenou a rede de supermercados Assaí. Em meio a risos de deboche e olhares de reprovação de colegas de trabalho e de um superior hierárquico, Udson foi alvo, repetidas vezes, de expressões como “voz fina”, “bicha”, “viado” e “gay” nas instalações do Assaí. Esse tratamento foi relatado pela vítima e por quatro testemunhas ouvidas durante o processo movido na Justiça do Trabalho.

“Uma coisa é você trabalhar quase nove meses dentro de uma empresa que te oferece um ambiente de trabalho sadio. Parece pouco tempo. Outra coisa é você trabalhar numa empresa com um ambiente insalubre para seu psicológico e para seu físico até, sendo alvo de chacota diária durante todo esse período”, desbafou Udson em entrevista concedida ao site Saiba Mais.

O julgamento está marcado para o dia 23 de outubro e Udson e toda a comunidade LGBTQ+ que sofre ou já sofreu do mesmo caso precisam da sua ajuda. 

O coletivo LGBTQ+ Leilane Assunção, o qual Udson faz parte, organizou uma vaquinha online para ajudá-lo a custear sua ida à Brasília. 

Em nota, ele disse que “o apoio de cada um(a) que entende a importância dos direitos LGBTQ+ e da solidariedade entre aquelas e aqueles que integram a classe trabalhadora nas lutas contra os que nos exploram e nos oprimem, sejam elas nos locais de trabalho, nas ruas ou na justiça”. 

Clique aqui para ajudar Udson a explanar o caso de homofobia para todo o Brasil.