No dia 29 de Janeiro é comemorado o Dia da Visibilidade Trans (Travestis e pessoas trans). Este dia surgiu em janeiro de 2004, no Governo Lula, por conta do lançamento da Campanha Nacional “Travesti e Respeito”, do Ministério da Saúde. Nesse dia, representantes da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) estiveram no Congresso Nacional, em Brasília, para lançar nacionalmente a campanha.

Permitindo uma visibilidade e desmistificação de que travestis e transexuais são peças de Jardim Zoológico, onde a mídia quer fazer deles motivo de chacota, invalidando suas identidades e reforçando um comportamento transfobico; onde ao contrário disso, são homens e mulheres iguais a todos, e que precisam se provar diariamente pelo direito de serem quem escolheram ser!

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É o caso de Kaio Pessoa, 35 anos, Homem Trans de Araripina, no sertão de Pernambuco. Kaio nasceu Kassia, mas sempre se sentiu incompleto no corpo de mulher. O tempo passou e foi ao lado da atual companheira que Kaio encontrou novo fôlego para correr atrás dos desejos antigos. Após oito anos de relacionamento, Kassia agora Kaio e com total apoio de sua companheira, deu início ao processo de transição.

Kaio conta que no início realizou muitas pesquisas, que buscou informações na internet e que apesar dos receios não tinha pretensão de voltar atrás com sua decisão. Em processo transitório há oito meses e contando com acompanhamento de diversos profissionais de saúde que o orientam e acompanham todo o processo, as diferenças já começam a ser percebidas tais como mudanças de humor, pêlos no rosto e até o timbre da voz podem ser observadas. Kaio conta que o apoio da esposa foi muito importante, e Walkiria lembra que no começou esteve um pouco confusa pois tinha se casado com uma mulher; apesar disso, o casal permaneceu unido e forte e fazem planos para o futuro.

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Segundo Kaio, em dois anos, a primeira parte do processo transitório estará concluída e a fase 2 deverá ser iniciada. Nessa fase, ele pretende fazer a retirada das mamas e histerectomia total. Lembrando que o processo transitório leva quatro anos, mas que ele precisará fazer uso da medicação para manutenção de sua condição por toda a vida. O casal lembra que concluída a primeira parte do processo transitório, darão início a realizar projetos que até então foram deixados de lado e que não pretendem aumentar a família.