Ouvi uma frase outro dia, muito boa: “Eu não passo frio porque estou sempre coberto de razão”.

Paraisópolis neste final de semana demonstrou que, o que eu venho avisando está correto. Sob a propaganda de melhorar segurança pública e proteger policiais, fato é que o projeto de lei da excludente de ilicitude vai proteger policiais que excederem seus deveres empregando força bruta contra a população.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Numa desastrosa e violenta ação policial num baile funk, sob o pretexto de estarem procurando dois indivíduos que entraram no baile, fizeram uma emboscada numa viela da comunidade e começaram a bater nas pessoas com cassetetes e elas, para fugirem da violência se pisotearam e, o saldo foi de várias mortes e muitos feridos.

Procure seu deputado federal por e-mail (todos os deputados de São Paulo têm seus e-mails divulgados no site www.camara.leg.br. Diga a ele por e-mail que o Projeto de Lei de Excludente de Ilicitude é uma permissão para as polícias matarem negros, gays e pobres.

VEJA TAMBÉM:  Como Fernando Haddad transformou a vida de travestis e transexuais com o programa Transcidadania

Sábado foram negros pobres da comunidade paulista chamada Paraisópolis.

Em breve poderá ser uma ação na Parada Gay, por exemplo mas, a atitude da Polícia será a mesma ou, ainda pior, se for aprovado o texto legal que ainda está para ser votado.

Como já expliquei, a excludente de ilicitude é a possibilidade de não se responsabilizar o policial que matar um civil numa aglomeração qualquer, invocando a Lei de Garantia da Lei e da Ordem, GLO.

Sem a excludente de ilicitude as polícias brasileiras já são as mais violentas do mundo.

Com essa possibilidade, aberta pelo projeto de lei, será um Deus nos acuda.

O Governador de São Paulo, declarou hoje que a polícia agiu com força moderada e, que vai poupar os policiais. Já o núcleo de direitos humanos da Secretaria da Justiça, pasta subordinada a Dória, disse que a ação da polícia foi um massacre em Paraisópolis.

VEJA TAMBÉM:  Disney, Unilever e Google se comprometem com direitos trans

Pense bem nisso tudo que eu estou avisando. Às vezes, não fazer nada já basta para que os maus vençam.

Corra para mandar um e-mail para o deputado em quem você votou nas últimas eleições! Logo, logo, a violência policial que hoje mata pobres e negros, logo chegará nas manifestações e festas da comunidade LGBT.