“Não há urgência na criminalização da homofobia”. Isso foi dito no Brasil, um dos países que mais mata LGBTs por LGBTfobia no mundo, segundo dados do GGB, Nações Unidas e da Anistia Internacional, sendo 1 morte deste tipo de crime de ódio a cada 19 horas.

A fala, que repercutiu na internet, é do atual vice-presidente Hamilton Mourão, que alega não haver motivos para tanta urgência em discutir sobre a criminalização da homofobia no país que mais mata LGBTs.

O digníssimo vice-presidente foi mais além na última quarta-feira (13), e chegou a comparar homofobia a racismo, analisando que criminalizar é um passo além da necessidade.

Não acho que isso seja (uma pauta de) urgência. Acho que qualquer crime cometido contra qualquer pessoa, independente da opção sexual dela ou do gênero, é crime. Esse assunto de querer transformar a homofobia em um crime igual o racismo é um passo além da necessidade que temos hoje“, disparou o general e atual Vice-Presidente.

Desde a última quarta-feira (13), o julgamento que pretende criminalizar a homofobia e transfobia no Brasil está acontecendo, através do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao mesmo tempo, a bancada evangélica tem tentado, inutilmente, dissuadir o ministro Dias Toffoli para retirar os processos da pauta, o que não ocorreu.

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