A Rússia tem mostrado cada dia mais como um governo declaradamente homofóbico pode prejudicar a vida de pessoas LGBTQ.

Uma Universidade Estadual de Economia localizada em Ecaterimburgo, uma cidade da Rússia, está monitorando as redes sociais de seus alunos em busca de evidências de homossexualidade e ameaçando expulsar estudantes LGBTQ.

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Segundo um jornal russo, a universidade possui um “serviço especial” que monitora o comportamento e interações online de seus alunos. Basta interagir com pessoas e grupos LGBTS para que o aluno seja notificado pela própria instituição.

O caso veio a público após um estudante receber uma ligação da diretoria por usar um celular com uma capa rosa e ter entrado em uma comunidade LGBT online.

O diretor me ligou e disse que havia ocorrido uma situação desagradável. Eles descobriram que eu estava inscrito em um grupo LGBT. Então, o vice-reitor me ligou e disse que eu “difamava o nome da universidade”, que eu tenho um celular rosa e que ter uma namorada, na opinião dele, não é desculpa ou prova de que não sou gay“, disse o aluno que ao chegar no instituto, foi chamado na diretoria e recebeu um documento dizendo: “Nós rastreamos suas redes sociais, aqui estão as impressões: Você é gay“.

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Procurado pelo jornal, o vice-reitor da universidade enviou uma declaração dizendo: “Somos uma universidade estadual e, consequentemente, analisamos o caráter moral de nossos alunos. Temos o direito de ver como o aluno vive. Afinal, são páginas públicas“.

A política invasora e irregular do instituto está alinhada diretamente com uma lei federal da Rússia aprovada em 2013 que proíbe a “propaganda de relações sexuais não-tradicionais”. A lei tem sido utilizada para fechar sites LGBTs, festivais de cinema, além de demitir e prender ativistas pró-LGBTQ.